26 dezembro 2005

Jesus Cristo - O primeiro grande punk

Mais um dia de Natal e os assuntos sobre o cabeludo que queria salvar o mundo (pareço um pouco com ele?) se multiplicam, principalmente na TV, com documentários e filmes a respeito. Afinal, tudo que está escrito naquele livro gigante que várias pessoas já leram é verdade ou é pura lorota? Acho que essa é uma discussão quase infinita e que fica mais entediante com o passar do tempo. O grande problema dos católicos é que não se pode provar nada do que está escrito na Bíblia, utilixando a ciência e a razão. Por isso grande parte dos católicos afirma que o mais importante é a fé no ideal cristão. Mas eu acho que para você estabeleçer uma crença num determinado assunto, você deve concordar com um certo nível de veracidade daquilo. Bom, apesar de cada um expor suas opiniões sobre o caso, dificilmente alguém muda de lado. Por isso prefiro não ficar falando muito sobre isso.

Mas e quanto a Jesus? O cara que andava com a mesma roupa pra lá e pra cá, não se preocupando com dinheiro ou poder é figura dificil de ser vista atualmente. Sem nenhuma arma ou voz grossa ele conseguiu bastantes aliados em busca do seu ideal: um mundo sem desigualdades e com muita paz. Pra mim não importa se ele existiu realmente ou não, o que importa é que ele se rebelou contra o sistema da época, buscando todas as coisas boas que os seres humanos realmente mereçem em todas as sociedades do mundo. Se ele for pura lenda, que sirva se exemplo para todos nós, mesmo de religiões e raças diferentes.

17 dezembro 2005

Isomeria americana

Há tempos recebemos pilhas e pilhas de filmes americanos que são reprisados incansavelmente pela TV brasileira. Podem ser recentes sucessos de bilheteria ou escolhidos ao acaso sem nenhuma prova de qualidade. Mas acho que todos já perceberam que a maioria deles não são grande coisa e têm características comuns entre eles mesmos. Por isso critico quase sempre a idéia de se repetir que o melhor cinema é o americano. Não critico a afirmação propriamente dita, mas se compararmos o pequeno número de filmes bons e criativos em relação à toda produção cinematográfica americana, vamos ver que não há necessidade de ficar glorificando-os toda hora.

Essas características comuns que falei podem ser facilmente vistas:
- Garotos vestindo um casaco(com uma letra bem grande) de um time de futebo americano
- Um baile( onde o idiota do filme consegue ficar com a gostosa apesar de tudo)
- Ruas arborizadas, casas grandes com jardins impecáveis, clima feliz entre as famílias [(false)american dream]
- Escolas com os sinais de troca de aula idênticos, cujo diretor é detestado pelos alunos
- O grupinho dos meninos fracos (mas bem unidos) e outro dos mais fortes que só fazem zoar os fracos
- Um beijo no final do filme entre o mocinho e a garota mais bonita
- Grandes explosões
- Milhões de tiros disparados , nenhum atinge o herói
- Poucos tiros disparados, quase todos atingem os bandidos
- A maioria desses filmes já passou na Sessão da Tarde ou no Cinema em Casa

Por isso que eu acho que devemos dar mais valor a um Tim Burton e um Tarantino da vida, que insistem na criatividade dos seus filmes.

13 dezembro 2005

Feliz Natal velho

Chegou a época natalina. Toda a sociedade fica envolvida pelo espírito natalino, queira ou não. Enfeites nas janelas, comerciais na TV com a presença do famoso Santa Claus, árvores de natal nos shoppings e tantas outras coisas. Devemos concordar que todo ano é praticamente a mesma coisa...Todos fazendo um jantar farto(ou não) na casa de um parente, distribuindo maquinalmente "feliz natal" na chegada ou "porque foi se incomodar, não precisava" ao receber um presente, provavelmente de um amigo oculto, feito todos anos. Além das musiquinhas que não saem da sua cabeça depois da ceia, sendo repetidas sem nenhuma dó.

Quero apenas mostrar a face chata do Natal que muitas vezes é ignorada por todos. Além do fato de que o pricipal do Natal é a comemoração do nascimento de Cristo e não a distribuição de presentes ou um jantar super produzido. Mas eu acho que isso provém do instinto humano, que é maior do que tudo.

Nem tudo são flores do mal, eu sei...Sei que aumentam a alegria e a paz, mas não em todos os lugares, não em regiões de extrema pobreza no Nordeste ou nas ruas cheias de mendigos e meninos jogando bolinha pro alto.

Crônica de terça

O que dizer de uma terça-feira cinza, com imensa pretensão de chuva e nenhuma para coisas incomuns? Eu teria quase certeza de que ia ser um dia normal também. Mas basta um simples passeio para tudo mudar. Um telefonema e tá tudo certo. Pego a mochila velha de sempre, um pouco de dinheiro e vontade, só. Vou pela viação canela até a estação de trem e me encontro com um ser estranho de pinta na cara e com uma camisa do Pink Floyd: meu colega, compartilhador de minha tristezas, idéias, nostalgias e futuro integrante da minha futura banda que já teve no passado vários nomes malucos.

Conversas para distrair um pouco os passos e quando vejo já estamos em frente à loja de música de Ramos. Uma olhada pra sonhar um pouco em ter guitarras e baterias caras, fazer sucesso mundial com a nossa banda, ter dinheiro pra cacete, acordar num motel cheio de put...Praça das nações!! hospital de bonsucesso!! E voltamos à realidade com os gritos da Kombi. Mais alguns metros pelas calçadas esburacadas do subúrbio e já estamos no centro de Bonsucesso. Viramos à direita uma certa hora e encontramos o velho hippie vendendo seus LP´s , CD´s e MP3 como sempre. Damos uma olhada nos clássicos e ficamos com mais certeza de que o Rock é bem mais interessante do que outros sons pelo conteúdo inacabável e intrigante.

Passamos pelas casas casas de alguns amigos pra tentar arranjar um copo d´água ou simplesmente entrar na casa da vítima. Já nos finalmentes do passeio, vamos até a locadora que o meu colega tanto falou, cujo dono gostava de bandas antigas e coisa e tal...Enfim chegamos ao bendito lugar: Um cubículo sem luz, com DVD´s jogados no chão, um calor infernal e um homem atrás do balcão com cara de americano, com olhos vivos. Começa a conversa dele com o meu colega...ah, você não vem aqui há muito tempo...não sei o que...tem filme novo...Aí começa conversa sobre o DVD do the Wall, dos outros shows...e o cara começa a se empolgar e a falar de um monte de banda, de artistas, etc. Com certeza ele já devia ter tomado umas de manhã ou tomado êxtase há algumas horas atrás. O bichinho parecia estar numa rave.

E foi ficando mais engraçado a cada minuto. O sujeito argumentava cada vez mais, ficava andando pela locadora, quase gritando na nossa cara. Então de repente começou a contar a história do show do Pearl Jam. Contou que viu o show pelas câmeras de segurança que o amigo hacker conseguiu acessar pelo computador. Poderiam ver até a câmera do camarim, etc. Porém, a coisa mais engraçada que ele contou foram as duas barras que apareciam no visor do computador durante o show. Uma era azul, e ficava estável quase o tempo todo. Outra vermelha determinava a possibilidade do amigo dele ser pego pela polícia.Se a barra vermelha ficasse cheia, era porque já dava pra ouvir a sirene tocando perto da casa onde eles estavam. Ela não encheu completamente, mas quase enchia algumas vezes, fazendo o bendito suar frio asssitindo ao show.

Situações que fazem a vida ficar mais interessante e divertida. Afinal, os jovens precisam mesmo se divertir, e não passar no vestibular.

"Eu não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só quero saber de educação sexual"

06 dezembro 2005

Pearl Jam!

O que dizer de um dia como o de domingo? Acho que nada. É preciso, antes de qualquer coisa, ouvir e sentir o que aconteceu na Praça da Apoteose no dia 4 de dezembro de 2005. É um fato que com certeza nunca esquecerei, a menos que seja superado pelo próximo show que essa fantástica banda fará, segundo o próprio Vedder, daqui a 3 anos, já que ele disse que quando nos encontrarmos de novo o senhor Bush não estará mais na Casa Branca. E ainda assim, mesmo que o próximo seja melhor do que foi este, ainda me recordarei deste como o primeiro show a que assisti.

Bem, muito pretensiosamente tentarei transmitir um pouco do que meus olhos viram, meus ouvidos escutaram e meu corpo todo sentiu. Mas antes, queria pedir aos que foram ao show que corrijam e acrescentem o que for necessário.

Com um começo que me assustou um pouco, o Mudhoney começou este dia memorável. Digo que me assustou porque eles entraram com uma cara de quem não estava muito a fim de tocar, talvez pela recepção um tanto quanto hostil que os espectadores de São Paulo dispensaram à banda nos dois dias anteriores. Mas logo mostramos a eles que não seriam recebidos de tal forma aqui no Rio. E foi então que, ao mesmo tempo que eu assistia ao maior múmero de pessoas jamais visto por mim pulando, Mark Arm começou a sorrir e a banda toda começou a se soltar e a mostrar do que eles eram verdadeiramente capazes de fazer sobre o palco. O vocalista mostrou toda sua satisfação em ver a receptividade do público agradecendo ao final de todas as músicas.

Para falar a verdade, eu não esperava menos do que isso, por dois motivos: 1º- os cariocas, de maneira geral, são mundialmente famosos por sua simpatia e pelo fato de saber receber estrangeiros.2º- uma banda como o Mudhoney, que tem músicas como Hate the Police, Mudride, Touch me I'm sick, Keep it outta my face, entre outras que foram executadas no show (e que eu, infelizmente, antes não conhecia e não sei seus nomes), não deveria ter um tratamento por parte do público diferente do que foi dado por aqueles que lotaram a Praça da Apoteose.

Após o término do show do Mudhoney, que durou cerca de 40 minutos, demorou outros 40 para que a grande atração da noite, aguardada há muito por mim, meus amigos e todos os presentes, subisse ao palco. Após tanto esperar, o apagar das luzes, as primeiras batidas de Matt Cameron, primeiras notas de Boom Gaspar, Mike McCready, Stone Gossard e Jeff Ament e, claro, primeiras palavras cantadas por Eddie Vedder decretaram que o sonho finalmente se transmutava na mais emocionante realidade.

As mesmas pessoas que me impressionaram ao pular tanto no show do Mudhoney me deixaram ainda mais abismado ao pular infinitamente mais assim que começou Last Exit. Não consigo descrever o momento, talvez seja impossível fazê-lo, mas foi algo extraordinário. Logo em seguida, com Do The Evolution, a catarse já havia tomado conta de todos, dali para frente foram poucos os momentos, se é que eles existiram, em que não houve manifestação alguma da nossa parte.

Mike McCready e Eddie Vedder deram um show à parte. McCready com sua performance impecável de belos solos e com algumas firulas, como tocar com a guitarra atrás da cabeça, encantou a todos. Vedder, que devia estar completamente bêbado já que não se separava da garrafa de vinho, arrancou aplausos até mesmo quando se enrolava ao tentar falar o nosso idioma e quando errou no início de Soon Forget.

Todos os integrantes da banda estavam visivelmente entusiasmados por tocar para uma platéia que não parou um só momento enquanto havia músicas sendo tocadas. A maioria das quais foi cantada em uníssono pelos fãs, sendo que o Ed deixou-nos cantar boa parte de algumas sozinhos ao direcionar o microfone para a frente como se dissesse "isso! quero ouvir vocês cantarem", e nós, é claro, não o decepcionamos. E ainda houve os coros puxados por ele a que todos seguiam. Nunca mais me esquecerei do "Ô Ôôô Ôôô...", muito menos do "Hey! Ho! Rio!"

Músicas que eu sonhei um dia ouvir ao vivo, com o Pearl Jam tocando-as a poucos metros de mim, estavam finalmente sendo tocadas naquela noite: Do the evolution, Daughter, Even flow, Alive, Dissident, Not for you, Save you, Jeremy, Animal, I believe in miracles, Betterman, Elderly woman Behind a Counter in Small Town, Corduroy, Once, Given to fly, Go, Yellow Ledbetter, Last Kiss, Black; e outras, que, confesso, não sonhava em ouvir ao vivo, mas que também gosto bastante, e, ainda, outras que conheço há pouco tempo ou não conhecia, são elas: Blood, Last exit, Insignificance, Baba O'Riley, Leatherman, Don't gimme no lip, Kick out the jams, Soon forget.

Uma síntese do quão emocionante foi o show acho que está no momento em que Gossard tocou os primeiros acordes de Black, a partir de então a emoção tomou conta de todos. A música foi cantada por todos durante todo o tempo, e acredito que muitos não conseguiram conter as lágrimas, deixando extravazar toda a emoção do momento. Foi durante Black, também, que Vedder demonstrou o quanto ele próprio estava emocionado. Foi durante o solo de MacCready, Ed sentou-se por alguns momentos sobre um amplificador e ficou observando o público, foi incrível.

Bem, é isso. Espero não ter falado tanta besteira assim.

Peace.

22 novembro 2005

Depois de um longo período de ausência, voltei pessoalmente neste blog para comunicar-lhes algumas pequenas coisas.
Primeiro, queria explicar o período da minha ausência neste blog. O motivo foi que não quis postar nada neste blog até comprar o Um Ingresso Do Show Do Pearl Jam. Pode parecer besteira, mas não é para mim. Eu não me tranquilizei enquanto não vi em mãos o ingresso.
Segundo, hoje finalmente consegui comprar meu ingresso. Até teve uma história este ingresso. Começou com meu irmão me acordando pra dizer não sei o que sobre dinheiro. Não entendi direito, então voltei a dormir. Acordei novamente, em definitivo, lembrei-me do dindin e fui vasculhar rapidamente em minha carteira, a presença do money que meu irmão havia falado. Não achei de imediato, então pra me tranquilizar fui assistir um pouco de tv. Vi X-Men Evolution, depois voltei a vasculhar a carteira. Fiz uma melhor averiguação que da primeira vez, e finalmente achei o dinheiro escondido no meu guarda-níquel nausea. Voltei a tv, e fiquei nela até a hora do almoço. Depois do almoço fiquei esperando mais um pouco até a hora de sair. Fui com minha mãe comprar o ingresso lá na zona sul, mais precisamente em copabacana, lá eu confirmei a minha certeza de que aquele local não é pra mim. Muito movimento, pessoas e carros por todos os lados, gente apressada, turistas pedindo para tirar foto com uma estátua que tem lá, coisas muito caras, prédios muito grandes, entre outros pormaiores. Rapidamente, fui ao encontro da loja vendedora de artigos musicais e de ingressos também, e quando achei, pesquisei o local do posto de venda. Encontrei, busquei a fila e efetuei minha compra desesperadamente. Saí pelas ruas movimentadas de copa bacana sorridentemente e minha mãe chamou-me para ir averiguar algumas lojas de produtos diversos. Se fosse um dia comum, eu me recusaria a esperar por muito tempo, mas como era um dia atípico, eu segui minha mãe. No fim passamos pelas lojas americanas (se o nome estiver ligado a América)ou estadunidenses (se tiver ligado aos eua), compramos algo pra adoçar a boca que custaram o olho da cara e viemos pra casa. Assim termina minha pequena aventura, mas apenas em relação ao ingresso. Isso não quer dizer que esta aventura tenha começado no dia de hoje, mas apenas tenha sido o fim do começo, pois dia 4 de dezembro estarei lá na Praça da Apoteose.
Um último informe: talvez amanhã ou semana que vem, as aulas em minha escola finalmente serão reiniciadas depois de 3 meses de greve.

Até breve!

20 novembro 2005

Alive

Faz um tempo que não escrevo nada aqui. Não é preciso dizer os motivos, são todos eles notórios: falta do que falar, de inspiração, etc... etc...

Vamos começar falando um pouco sobre isso aqui, ou seja, o blog. Pelo que estou vendo deixaremos de ver alguns posts malucos por aqui, iremos perdê-los para o Loucura Dupla. Este foi criado pelo Gustavo que chamou, obviamente, o Maluco (Leandro) para junto com ele falar algumas barbaridades, além das que eles porventura falarem aqui. Bem, é isso. Assim, desejando inspiração e criatividade a eles para que possam ter sucesso, me despesso deste assunto.

Vamos agora ao que interessa. Em outras palaras: PEARL JAM!!!!!!!!

Agora que faltam somente duas semanas para o show desta grande banda, não poderia deixar de dizer mais algumas palavras sobre a mesma.

É indescritível a sensação de saber que faltam alguns poucos dias para assistir pela primeira vez a um show de rock, ainda mais sendo de uma banda de que gosto tanto. Achava que nunca iria a um show, odeio grupos maiores que dez pessoas (às vezes, até menos pessoas já me incomodam), imagine então 40 mil. Fico imaginando como será eu no meio de tanta gente com minha aversão a isso. Digo isso para terem uma idéia do quão eu gosto da banda, como já disse, são poucas as bandas pelas quais eu me disporia a fazer isso, e a maioria delas nem existe mais.
Às vezes me pergunto também se conheço tanto assim a banda para merecer ir a um show dela. Tenho plena consciência de que não conheço tão a fundo a maioria das letras. Por outro lado, quando ouço as músicas e sinto o que sinto, cresce em mim a sensação de que isso não importa, de que música não é para ser entendida, e sim sentida (o que são duas coisas completamente diferentes). Isso não significa que não se deva entender a letra de uma música, ao contrário, se existir algo para ser entendido, isso deve ser feito.
A vinda do PJ até me motivou a ler mais sobre rock, porém ainda estou longe de poder ser considerado "roqueiro", ou algo do tipo.

Bem, é isso. Até o próximo post ou até o show, o que vier primeiro.

19 novembro 2005

Loucura Dupla

Coisa nova na área-----www.loucuradupla.blogspot.com

18 novembro 2005

Oi. Tchau.

Capítulo Três____Sobre a escola
Na escola, Júlio se viu mais comunicativo, pois no começo do ano não falava com ninguém, se isolava, odiava as pessoas que estavam ao seu redor naquele instante. Mas agora ele mesmo se surpreendia com sua grande mudança, talvez fosse por causa da ausência da mãe, pois não tinha mais a mãe para conversar e o pai não estava muito para conversas ultimamente e o que mais Júlio gostava de fazer era conversar, não mostrava isso na escola, mas era sim.
Na escola, também começou a ter amigos, mas o seu melhor amigo era Carlos, que era a quem o menino Júlio confiava seus segredos e etc. Pouco tempo depois, Júlio conheceu uma garota da sala do lado, chamava-se Marina. Marina era uma garota inteligente, bonita e extrovertida. Fazia palhaçada todo o tempo. Quem a apresentou a ele foi Carlos. Pareceu ser amor a primeira vista. Júlio agora já sentia-se melhor. Ao lado de Marina, ele sentia a paz que nunca teve. Ela que já tinha tido várias experiências com outros garotos, nunca havia sentido coisa parecida antes. Os dois andavam de um lado pro outro sem se importarem com que os outros diziam. Eram coisas assim: "Ih, Marina tá saindo com aquele garoto estranho." "Num sabia que Júlio tava saindo com aquela pira... não.", entre outras frases sem importância.
Um dia, as pessoas se acostumaram com tal fato e pararam de dizer palavras agressivas aos dois. Claro que não foi todo mundo, mas a grande maioria. No outro dia aconteceu mais um fato estranho para Júlio, ele teve outro de seus sonhos premonitórios. Não era ninguém que iria se acidentar, mas ele não tinha esses sonhos fazia um bom tempo. Ele não tinha mais medo de nada. Júlio descobriu que conseguia controlar suas emoções, antes muito emotivo, agora mais forte. Não que já tivesse aceitado a morte da mãe, nem que achasse que não teve culpa, mas aprendeu a lidar com esses sentimentos de perda e de culpa.
Na escola, ele chegou. Teria um dia longo pela frente. Tinha trabalho pra apresentar. Um trabalho sobre a escola.

15 novembro 2005

Mais Chaves...

Carta da Dona Neves


Versão Oficial

Toluca estado do México,a 15 de agosto de 85.Querida Chiquititinha, li sua carta ontém e na alegria que senti pela leitura, te comunico que vou voltar.Te amo muito, sua bisavó.

Versão Chaves

Tá louca está onde Mejigo, aqui sim disgosto, a oitenta e cinco.Quedirá, não, Queridá chiquitinha, li sucáta onde. E na alergia eu sentei pela loucura tô com um mico que vai votar.Te amo muito, sua bisavó.

Carta do Girafales à Dona Florinda

Versão Oficial

A presente epístola ,
escrevi por que quero tanto lhe falar de minhas tristezas. Para princípio de conversa eu tenho que pagar tributo a sua beleza. Seus belos olhos, e em sua boca sorrisos ardentes. E por isso quero lhe dizer que a senhora tenha certeza que me agrada muito.
P.G.

Versão Chaves

Apresentei é pistola,
Escrevi por que quero tonto... tanto lhe afanar as minhas três Teresas. Para príncipe da condessa, eu tenho que pegar teu bruto... cebolas alhos, e em sua beca sorris a usar dentes... e por isso quero lhe dezer, que a senhora tenha cerveja que me agrada minto.
P.G.

Carta da Chiquinha

Versão Oficial

Presidente Prudente
Papai querido,eu passei toda a semana tomando aulas de dança na Academia de Danças Indígenas: Polcas, Guarânias e Bumba-meu-Boi. Ontem de manhã, minha tia discutiu comigo. E tudo isso porque eu sempre faço fofocas. Isso me deu raiva. Então eu tive uma idéia: procurei minha tia e lhe participei. Disse a ela que meu pai é viúvo, e como é viúvo, é um homem que não tem apoio material e, como vive só, eu quero voltar com ele, e ela disse que está bem! Quem vai me levar é o capataz, e eu vou chegar cansada com o velho. E como o capataz não sabe onde eu moro, seria bom que você viesse me buscar na estação. Mas depressa que já tá atrasado!
Chiquinha

Versão Chaves

Presente para o Dente
Papa Querino, eu passei toda a semana tomando... tomando aulas na Epidemia de panças Indigestas: Porcas, Guaranás e Bomba de Boi. Ontém de manhã, minha tia desentupiu o umbigo. E tudo isso porque eu sempre faço fofó... fofocas. Eso médio ruiva. Então tive uma idéia: procurei munha tia e lhe parti... e lhe participei. Disse a ele que meu pai é saúvo, e como é viúvo, é um homem que não tem apoio material e, como vive só, eu quero voltar com ele, e ela disse que está bem! Quem vai me levar é o caipatrás, e eu vou chegar casada com o velho. E como o capataz não sabe onde eu moro, seria bom que você viesse me buscar na estação. Mas depressa que já está atrasado!
Chiquinha

12 novembro 2005

Convite

Evento Super Chavesmania

Dia 20/11/2005 - Domingo - das 10h às 20h
No América Football Club Rua Campos Sales, 118 - Tijuca - Rio de Janeiro (Próximo da Estação de Metrô Afonso Pena)

Teremos Palestra com os principais dubladores das séries, Concursos de Fantasias (concorrendo Discman), Concurso de Miss Universo (pras mulheres), Música do seriado (karaokê tbm), Episódios Inéditos em Espanhol e com LEGENDAS!!!, Episódios Normais do Chaves e Vermelhinho, Teatro com personagens, Cartas do Dia de São Valentin e muito mais... até os comes e bebes do seriado!

Entrada: R$7,00 + um KG de alimento não perecivel (exceto sal)
Mais Informações, ou as informações acima mais detalhadas, ACESSE O SITE:
www.chavesmania.com.br

Contamos com Sua presença!!!

07 novembro 2005

post 180: mais uma segunda-feira cinza

e aí cambada, anos depois eu vos honro com minha presença novamente.
tô aki olhando pro lado, com 3 pilhas de 2 palmos cada ainda a fazer, mas tô cansado de mais pra raciocinar direito hj, culpa da gripe q sinto q se aporoxima, já deixando meu corpo cansado. E pensar q ainda vou lá para aquela faculdade no fim de mundo de vaz lobo. madita UniverCidade, nos cobra tanto por planejamento, quando eles mesmos não planejam nada.
mas enfim, é bom ver que esse blog continua indo pra baixo (afinal, aumenta o número de posts, aumenta a barra de rolagem), pena que mal tenha tido tempo até pra entrar aki, pois o projeto final (e delphi por tabela) anda me matando por dentro. e olha q a parte da programação ainda nem começamos, quando começar é q vai dar vontade de rancar os cabelos mesmo.... e delphi, ah, ter q tirar 7,5 pra ir pra vs é meio impossivel... fazer o q, vou ver se aprendo o q der pra ajudar o resto do grupo no projeto final.
blz, qq dia volto ae, se essa futura gripe não pegar de vez
t+

06 novembro 2005

Palavras soltas

Maldito ENADE!! Fiz hoje esta maldita prova (que eu disse que seria domingo passado, devia estar bêbado). Para mim o objetivo de avaliar as instituições de ensino de nível superior não será alcançada desta maneira (ao menos no que depender de mim assim será, não consegui fazer nada (tsc tsc tsc)). Mas e daí? É só mais uma prova idiota para testar conhecimentos, que variam de pessoa para pessoa, não serve para avaliar a faculdade. Posso estar errado, mas e daí? É minha opinião, por mais idiota que possa parecer.

Bem, até há pouco estava falando algumas besteiras no msn, mas agora nem isso sai. Ainda tenho que estudar para a prova de amanhã, prova esta que promete ser difícil, até porque o professor não explicou a última matéria que ele passou, e ainda disse que ela estará presente na prova (muito legal isso, né? PQP).

Pra completar, cada vez mais entendo menos a natureza humana. Não vou me aprofundar neste assunto. Farei coisa melhor, me despedirei sem dizer.

04 novembro 2005

Eu sou eu e o senhor?

Conto Um
Capítulo Dois___A morte

A noite se aproximava, as pessoas andavam pela calçada, os carros andavam pela rua. Era hora de voltar do trabalho, engarrafamento na rua principal era comum nessa hora. Estava lá o menino Júlio voltando da sua aula trazido por um impulso de que algo de ruim estava para acontecer. Ele sabia o que estava para acontecer, só não imaginava que iria resultar em morte.
É, a morte... A morte adora pregar peças nas pessoas de bem, que tem boa saúde, que são felizes com a vida que tem. A morte pode te pegar na hora que você nem espera, em momentos em que a felicidade toma conta de você. Uma vez, eu presenciei uma família inteira acabar depois dessa família ter comemorado o casamento de uma das filhas. Eu estava lá, não em corpo, mas em mente. Tinha saído de lá passando mal, e depois, um pouco mais tarde quando já estava em casa, vi tudo passando em flash pela minha cabeça. Foi uma desgraça, a casa pegou fogo, poucos escaparam. Eu vi quem foi, foi ela, só não podia acreditar que tinha sido ela.
Vou seguir com a história. O pai de Júlio estava chegando do trabalho, ele tinha uma surpresa pra mulher e pro filho. Estacionou o carro na rua, já que ele ia levar os dois pra jantar fora e entrou em casa dizendo:
- Vamos jantar fora! Fui promovido.
Essas não foram suas últimas palavras. A morte já tinha mudado de idéia. Uma bala perdida entrava pela janela. Foi uma cena rápida. Nem deu tempo de ver a janela se quebrar. A bala em poucos décimos de segundos chegava em seu destino final. Era a mãe. Não havia nada a fazer, chamar médico, bombeiros, polícia. Ela já caía morta no chão. Foi um tiro certeiro no coração. Júlio agora entendia o sonho. Agora fazia sentido. A morte não mudou seus planos, ela queria desde o começo a mãe dele. Ele não soube interpretar. Os dois choravam em cima do corpo de Cléo.
Foi uma dura perda para os dois. Passavam-se dias para amenizar a dor da perda. Júlio se culpava muito pela morte da mãe. O pai não tinha forças para trabalhar, estava de licença. Três semanas se passaram para tudo ficar mais tranquilo. Júlio voltou à escola e seu pai voltou ao trabalho.

02 novembro 2005

Touch me I'm sick e Black

Não tenho muito a falar, não. Vou falar o quê? Que já comprei o ingresso para o show de uns carinhas que todo mundo está esperando que venha ao Brasil há 15 anos? Carinhas de uma banda que conheço há uns cinco anos, desde que comecei a gostar de Rock, mas que quando ouvia dizia: tá, legal. Mas prefiro Guns. Não vou falar que aprendi a gostar da banda, e hoje, junto com Nirvana, é minha banda favorita. Também não vou falar que não vejo a hora de chegar o dia 4 de dezembro para assistir a esse showzinho, ainda mais sendo que a abertura vai ser de uma outra bandinha. Essa eu conheço a menos tempo, desde o fim do ano passado, vamos ver se eles têm algo melhor.

Bem, é isso. Apesar da palhaçada aí de cima, que venham MUDHONEY e, principalmente, PEARL JAM!!!!!!!!!

28 outubro 2005

A brincar. A brincar. Brincaremos, brincaremos sem parar. A brincar. A brincar. Brincaremos, brincaremos sem parar.

Conto 1
Capítulo Um____Uma história
Oi. Hoje acordei pensando em fazer algo diferente, algo de mais útil para minha carreira. Não é todo dia que uma pessoa acorda com inspiração para fazer certas coisas. Meu nome? Querem saber o meu nome? Como vocês não sabem? Melhor assim então. Meu nome não importa a ninguém agora, no final eu lhes digo.

O meu objetivo, hoje, é contar algo que me aconteceu 33 anos atrás. Não é nenhum conto de ficção, muito menos de horror, não acredito em demônios ou algo do tipo, mas é algo que vocês vão saber com o desenrolar da história, pois não quero arrancar-lhes a surpresa. Pois então vamos começar, começar é difícil, mas sem começo não há fim, então temos que partir do ponto que eu acho mais interessante de iniciar esta história.

Bom, era uma bela manhã de dezembro, tirando o calor infernal, tá, mas não podemos esquecer da linda aurora que estava se iniciando naquele momento. Era dia 15, se eu não me engano, do ano de 1977. Nesse dia nascera um que seria um grande homem, filho de homônimos de reis, sua mãe era Cléo (abreviação de Cleópatra, já que ela não gostava muito desse nome), e seu pai chamava-se Marcus Antônio, ele teve uma infância muito feliz, tirando as vezes em que a mãe lhe batia e o pai brigava com ele. O pai era um rapaz honesto, trabalhador e tinha um bom emprego no Banco do Brasil, naquela época era bom pelo menos. A mãe era uma dona de casa que sabia de tudo, inteligentíssima e também cozinhava como ninguém. O garoto tinha personalidade forte como o pai e era inteligente como a mãe.

O nome do garoto? É mesmo, ia já me esquecendo do nome do menino. Era Júlio. Ele quando pequenino era uma graça, mas à medida em que ia crescendo ficava cada vez mais nervoso, confuso, inseguro com as coisas ao seu redor. Um dia, ele, com os seus 15 anos, repentinamente acordou e foi à sala ver um pouco de TV, ficou parte daquela madrugada acordado ali no sofá a ver televisão com todos da casa dormindo, sem motivo, tranqüilo. Foi então que seu pai veio à sala e falou com Júlio para ir dormir que já era tarde. E ele respondeu com a cara de choro, mais ou menos assim:

- Não, pai. Eu não vou dormir até descobrir se é mesmo verdade. Não quero que a culpa seja minha pai. Não quero, não!

- Não chore, meu filho. Explique-me o que está acontecendo, meu filho? O que você quer descobrir? Qual o motivo do seu choro? - fala Marcus - Anda, meu filho, responda-me! Está preocupado com o quê? Eu quero lhe ajudar - continua com um tom de angústia.

- Não, pai, não é nada! Vou dormir, pai. Pode ficar sossegado.

- Como nada? Você me vem com uma história estranha dessas, e depois me diz que não é nada! Tudo bem, não vou forçá-lo a nada, mas pode confiar em mim quando quiser contar.

Depois desse episódio, os dois foram dormir. No dia seguinte, o garoto nem se lembrava mais do episódio. Isso deixou o pai muito preocupado com Júlio. Ele tentou conversar com o filho mais uma vez, mal sabia ele o que estava pra acontecer. O garoto com sua inexperiência não sabia o que dizer. Júlio estava perturbado com o que acontecera na madrugada do mesmo dia. Ele dissera ao pai uma mentira, quer dizer, duas. A primeira delas, que não lembrava do que tinha ocorrido anteriormente; a segunda, que não havia com o que se preocupar.

Diagnosis:-------------------------------------------------------------------------------- Eu não sei o que você vai sentir, mas você foi mulher em sua última encarnação.Você nasceu em um território que hoje é Oceania aproximadamente em 400.sua profissão era joalheiro , relojoeiro.--------------------------------------------------------------------------------Uma breve análise psicológica de sua vida passada:As pessoas sempre o procurarão para as novidades. Você sempre encontrará prazer nas artes, na música e na cozinha.--------------------------------------------------------------------------------Lição, o que você deve procurar nesta vida:Sua lição -- aprender a viver com discrição e ensinar aos outros a viver bem com suas deficiências, aceitar suas virtudes e seus defeitos.

Viva o Centro

Minhas pálpebras já fazendo um enorme esforço para se fecharem e meu corpo gritando por descanço. Depois de uma via crucis(semana passada) no centro da cidade, nada melhor do que homenagear esse magnífico lugar.

Lá impera um sentimento de liberdade entre as grandes praças ou entre as ruelas sombrias. Você vê aqueles espaços abertos, o vento batendo no seu rosto e te dá vontade de fazer alguma coisa, como correr, gritar, fazer merda...E foi com esse sentimento que fui para o CCBB, o mesmo que me fez passar em frente à uma tela em que se passava um filme, atrapalhando muitas pessoas(coisa de adolescentes).

Podemos encontrar quase tudo lá. Desde atigos que você classifica como absurdo à primeira vista até sexo por 10 reais. Exposições, sebos (não tão sebosos), praças, lojas em todos os cantos, retaurantes chiques, prédios gigantes e tantas outras coisas agitam o ambiente constantemente. Você pode tomar um sorvete perto da barraca do movimento cultural brasileiro e debater com o traveco que sempre se encontra lá sobre política, americanização, etc. ou pode até comer um pastel ao lado do edifício central, vendo os livros usados postos à venda numa espécie de sebo ao ar livre, para matar a fome e se entreter. Pode também arriscar um dueto com os cantores que parecem brotar do chão do largo da carioca, entonando suas graves vozes em músicas completamente boêmias.

Riqueza seria um palavra boa para definir aquele lugar, e é ótima para não me manter aqui falando de muito mais coisas.

Não posso deixar de fazer uma crítica(como sempre) à esse Rio, em comparação com o antigo, que era muito mais interessante, elegante, bonito, organizado, seguro, etc. do que o atual. É..coisas de ser humano.

Só isso hoje. Até outra vez.

Aproveitem os melhores momentos.

23 outubro 2005

Matrix

Cada dia creio mais que seja possível existir a Matrix. Uma vez li numa reportagem da Super Interessante que há uma probabilidade de 25% de que seja realmente possível que ela exista. Não me lembro muito bem da reportagem (o que não é de se estranhar), mas ela dizia que se for possível criar um mundo virtual igual ao nosso dentro do computador isso já poderia ter sido feito e nós já poderíamos estar dentro desse programa vivendo uma vida em que tudo é de mentira e nunca aconteceu.

Essa semana, de quinta-feira até sábado, para ser mais exato, tive palestras na faculdade sobre entretenimento digital. Vimos um pouco como são feitos jogos, e posso dizer com extrema tranqüilidade que é difícil pra caramba fazer "games". É preciso pensar em várias coisas: história, personagens, passado dos personagens, se o jogo vai ser divertido o suficiente para durar no mercado e poder ter seqüências, e, principalmente, se ele vai dar lucros à empresa que o criou, claro, afinal, quem vive sem muito dinheiro nos dias de hoje? Além de ter que pensar nisso, e em mais coisas que eu não citei, a parte de fazer o jogo propriamente dito é, para mim pelo menos, muito complicada. É preciso ter domínio sobre linguagem de programação, não sei ao certo, mas acho que a linguagem mais usada nesse caso é a linguagem C, que eu ainda não comecei a aprender, mas pelo que o Capella disse é muito difícil. E tem uma questão que eu achei a mais complicada: como é que esses programadores transformam esferas, cubos, cones e cilindros em pessoas, casas, armas, árvores, animais, e outros objetos e seres? Cara, para mim isso é muito difícil, como disse.

Vi também que para se fazer alguns jogos e animações computadorizadas, além de outras coisas, como o mapeamento do genoma humano, são usados clusters, que podem ser computadores normais, como o que uso para postar, que são "unidos", de alguma forma que eu ainda não sei, para desempenhar uma tarefa mais rapidamente do que um computador sozinho faria, ou computadores já feitos com essa finalidade. Por exemplo, numa animação como "A era do gelo", os personagens foram primeiro feitos em algum material aqui no mundo real e depois passados para o computador através de luvas. Esses personagens passam a "existir" no computador, porém eles não estam "vestidos", eles só são feitos por um emaranhado de linhas. Bem, é aí que entram os clusters, eles vão renderizar os personagens, que é nada mais que aplicar a textura que for mais adequada a eles.

Bem, tudo isso poderia ser utilizado para criar a matrix. Mas um fato muito importante tem que ser levado em consideração: nosso cérebro é facilmente enganado. Isso pode ser comprovado pelas fotos em terceira dimensão, que provavelmente vocês conhecem. Elas consistem no seguinte: nós não vemos a mesma imagem com os dois olhos, isso porque há uma distância entre um olho e o outro, que na maioria de nós é de 7 centímetros. Sabendo-se isso, é fácil fazer uma foto 3 D. Basta tirar uma foto de uma paisagem, espaçar a câmera em 7 centímetros e tirar outra foto, definir qual é a imagem da esquerda e qual é a da direita e, com ajuda de um programa de computador, sobrepor as duas fotos. Feito isso, usa-se um daqueles óculos que tem uma lente azul e outra vermelha para ver a imagem. O cérebro vai ter a impressão de que a imagem vista é realmente tridimensional. Se houver uma pessoa com a mão extendida à frente do corpo na foto, o cérebro vai achar que aquela pessoa está realmente a sua frente e que é possível apertar sua mão.

Bem, é isso. Estas palestras e minicursos me mostraram várias coisas, entre elas que a Matrix é possível e que toda a matemática que estou tendo na faculdade vai realmente me ajudar no futuro.

Até mais.

22 outubro 2005

Chaves é muito bom!

Oi, hoje eu estou aqui para escrever um pouco, que seja. Ao som da nossa grande e querida Legião Urbana.

A cada semana fico cada vez mais púþó com essa greve maldita, e tô começando a ficar da mesma maneira com essa m.... de referendo, enchem o saco de tantos com uma porcaria que é menos importante que outras coisas, mas não vamos nos aprofundar mais no assunto. Nessa greve poucas coisas tem pra fazer: Chaves que é uma das poucas coisas que se salvam na tv, o Aom (Age of Mythology), CM, ouvir música. Eu que sou a favor de greve já estou de saco cheio dela, imagina quem é contra ela. Mas esse já é outro assunto que corrói-me a alma. Então sobra o que teve de bom na greve: Aom é um bom jogo pra quem gosta de estratégia. Mesmo não tendo um ótimo grafico é melhor que muitos outros jogos do mesmo gênero. De música tenho ouvido poucas coisas, mas de qualidade como: Pearl Jam, Queen, Nirvana, Mudhoney, Metallica, etc. e hoje ouvi o Cd do Iggy Pop que o Natura deixou por aqui. Gostei do estilo, maneiro mesmo, recomendo. E quanto à Chaves, sem palavras para comentar o melhor seriado de humor de todos os tempo. Valeu! Tenham um bom dia! E sigam em frente, aconteça o que acontecer.

Hakuna Matata

Postagem rápida

Bem, daqui a pouco tenho que ir para a faculdade assistir a duas palestras, por isso não irei me extender muito.

Os dois próximos domingos prometem ser bastante movimentados. Amanhã, como todos sabem, é o dia do tão esperado referendo, mas, atendendo a um pedido do Gustavo, não falemos sobre isso mais. No outro domingo, terei que fazer a porcaria da prova do ENADE, antigo provão. Pensei já ter me livrado de provas parecidas com o vestibular, mas me esqueci dessa porcaria. Bem, pelo menos faço logo isso e me livro de uma vez, já que teria que fazer mesmo, se não agora, no final do curso, isto é, se eu chegasse até lá.

Bem, é melhor eu ir dormir senão não vou acordar 5 e meia.

Até a volta.

Conto 3

2

Quando acordei, a penumbra já tinha dominado todo o ambiente. Esfreguei minha cara com as mãos e vi, pelo relógio que ficava na parede do quarto, que eram dez para as sete. Fui até a cozinha tomar um copo de água e voltei para a cama, após decidir que dormiria mais um pouco.

O “um pouco” durou bastante. Acordei com um raio de sol queimando o meu rosto. Dominava-me uma sensação de estar amassado e bem abatido. Levantei-me com grande esforço e procurei o caminho do banheiro. Após lavar o rosto durante um tempo considerável, vi que eram nove horas.

A missão a que estava destinado tinha sido marcada para as onze horas, de acordo com o homem misterioso em seu primeiro telefonema.

Concentrei-me, a partir daquele momento, em tudo o que tinha que fazer, repassando todos os passos da missão repetitivamente. Faltando uma hora para a ação, arrumei-me normalmente, igual a um dia de trabalho rotineiro. Saí de casa faltando dois quartos para as onze horas.

O clima estava bastante agradável, girava em torno de 20 a 25 °C e o sol não incomodava tanto como eu previra.

My life=x / (quinta 5:50< x < sexta 16:12)

São aproximadamente 16 horas. Dia quente no Rio de Janeiro. Escrevo mais para passar o tempo...

Já que uma das minha atividades que mais me toma tempo na internet é o nosso blog, mais uma vez apareço por aqui. Inicialmente faço um apelo:Por favor, chega de referendo. Esse assunto está corroendo a minha e muitas outras cabeças por aí, já que é discutido infinitas vezes. Não acho isso errado, mas que fica chato a partir de um tempo, fica.

de Biologia. Segundo tempo: Teste de química. Quarto tempo: Apresentação do trabalho de Biologia. Chego em casa 2 horas, almoço e logo depois faço o dever do curso. Acabo 3:50 e vou para curso de matemática. Saio de lá 5:30 e sigo para o curso de inglês. Fico lá das 6 até as 7:30. Pego um ônibus e chego em casa 8:00.Tomo banho e vou fazer o trabalho de história correndo. Acabo 10 horas e logo depois vou dormir. E ainda ficou faltando estudar para Literatura...
Mas hoje é sexta e sexta é dia de descanço. Esqueçamos a quinta então...Bom, já com a flashback em mãos li a matéria principal sobre os videogames antigos. Adorei, é claro. Já deixei bem claro aqui que gosto das coisas clássicas. A revista é muito boa, valeu a pena os 15 reais (acreditem...)gastos.

Outra coisa na minha simples vida é que adorei o disco que o Natura deixou comigo do Teenage Fanclub. Fiquei sem muitas esperanças após ouvir outro disco deles que já estava comigo. Mas após ouvir esse, começei a gostar do outro também. É um som popzinho que lembra garotos americanos com espinhas na cara tocando inocentemente (na minha opinião). Uma guitarra bem "arrastada" e um vocal gostoso são perceptíveis à primeira vista (tá parcendo até o blog theleave).

São essas as novidades por enquanto

Carpe diem!

16 outubro 2005

Título:

Todos já postaram, ao menos todos que postam com uma certa regularidade, então também vou postar. Por falar em postar, o Gustavo postou 4 dias seguidos, talvez isso seja um recorde aqui. Ele trouxe um sentimento de forte nostalgia, ao menos a mim. Falou sobre a ausência de Renato Russo, este brilhante ser que na época eu ainda não conhecia mas que hoje conheço e reconheço ser um dos grandes do rock; falou sobre o próprio Rock N Roll, que, assim como o Renato, eu não conhecia; e falou sobre os jogos antigos, como Alex Kidd, Mario e Califórnia Games, nunca fui muito fã de video game, mas esses 3 eu conheci, principalmente Alex Kidd que vinha na memória do Master System, meu primeiro video game. Daria qualquer coisa para voltar a esses tempos e aproveitar melhor as coisas que conheci na época e, principalmente, conhecer naqueles tempos o que hoje conheço, como a Legião Urbana e o Rock.

Bem, vou falar agora um pouco sobre o assunto abordado pelo Leandro (o Maluco do meu irmão). Tenho lido um pouco sobre isso (e tenho que ler muito mais até o domingo que vem, dia do referendo) e refletido também. Não acho que tenha chegado a uma decisão definitiva ainda, a questão é complicada talvez não devesse ter sido jogada nas mãos da população desse jeito. Como o Leandro disse, há muito a ser feito e há outras coisas com que nos preocuparmos. Porém, o referendo está nos fazendo pensar no assunto violência. Tem-se que aproveitar o momento, depois o referendo passa e todos irão "esquecer" a violência. Daqui a alguns meses e principalmente anos não haverá mudanças efetivas se não forem tomadas outras medidas, e lembraremos da violência quando for manchete nos jornais, uma matéria nos telejornais ou quando formos vítimas diretas dela.

Não acredito que desarmar a população seja uma forma eficaz de se diminuir a violência pretendida com essa campanha. De qualquer forma, como disse, é um bom momento para discutirmos quais seriam as melhores alternativas para reverter este quadro absurdo ao qual chegamos, e fazer com que estas alternativas sejam implementadas pelo governo.

Bem, é isso. Pensem muito bem antes de votar e blá blá blá...

Fabuloso

Oi. Essa semana foi uma semana muito festiva pelo dia da nossa padroeira, pelo dia das crianças e pelo dia dos professores. Não pude aproveitar como sendo meia semana de férias, até porque não estou tendo aula, mas deu pra dar uma levantada no ânimo. Anteontem teve festa no play. Ontem teve um terminuzinho da festa do dia anterior. Hoje está tendo festa. Essa semana, como poucas, está sendo movimentada por aqui, como pude perceber.

Ultimamente, não estou tendo muita inspiração para escrever, tudo por causa da maldita greve, mas hoje tentarei escrever nem que seja um pouco.

O reverendo está chegando, então vamos dar graças. Falando sério agora: eu estou em dúvida no que votar, se no não ou no nulo, mas não acho que este referendo seja uma prioridade nacional. Tantas coisas mais importantes que temos que resolver. Questões de saúde, de educação, de emprego, de moradia, enfim, questões que são basicamente o que temos que priorizar para fazer do Brasil um país melhor, que esse que é o caminho para diminuir a violência, não um referendo que está aí para acharmos que estamos ajudando a resolver um problema tão grave como a violência. Não sei se me expressei bem, mas acho que o que vale é a intenção de tentar escrever algo de produtivo, mesmo não fazendo isso com freqüência.

Outro dia a gente se vê novamente.

15 outubro 2005

Pedaço

'Meus amigos me garantiram que, se visitasse o sepulcro de minha amiga, obteria um certo alívio para minha tristeza"

"A desgraça se apresenta sob muitos aspectos. O infortúneo da terra surge sob muitos disfarçes. Abraçando o vasto horizonte como o arco-íris, suas tonalidades são tão variadas quanto as nuances daquele arco - e igualmente distintas, embora sejam intimamente misturadas. Abarcando o amplo horizonte como faz o arco-íris! Como se explica que de uma imagem tão bela eu tenha derivado um exemplo de fealdade? Como retirei do símbolo da aliança da paz um exemplo de infortúneo? Do mesmo modo que na ética o mal é uma consequência do bem, é de fato da alegria que nasce a infelicidade. Seja porque a lembrança da felicidade passada nos enche hoje de angústia; ou porque nos entregamos às agonias que se originam no êxtase do que poderia ter sido."


trecho do livro A carta roubada, de Edgar Allan Poe.

14 outubro 2005

Let the good times roll (again)



Acho que foram os jacarés do Pitfall, os socos fortíssimos do Alex Kidd, As competições super animadas do California Games, e tantas outras lembranças que apareceram sem hora marcada na minha cabeça e que me obrigaram a prestar uma homenagem aos tempos antigos novamente.

Tempos antigos que causam saudades até hoje, com as suas características marcantes que não pretendo mencionar. Pretendo mencionar sim o papel do video-game na solidificação da boa imagem dos good times que ele ajudou a criar. Eram tardes memoráveis. Com a família ou sozinho...pulos magníficos por cima dos jacarés no Pitfall, pancadas nos famosos "chefes" do Mário, o pedra papel ou tesoura que desafiava nossos nervos no Alex Kidd e o esforço pra não deixar a bolinha cair no California Games.

A diversão dominava. Com todo o nosso espírito de criança, nada era ruim o bastante para tirar o nosso humor ou o sorriso da cara, pois tínhamos o espírito doce e inocente daquela época de nossa vida.

Atari, Master System, Super nintendo, Mega Drive e tantos outros foram os nossos instrumentos de diversão diária. Campeonatos emocionantes eram disputados com a família quase que completa em frente á tela da TV, com lanchinhos ao lado e várias provocações acontecendo. Gritos, agitos, reclamações, risadas, descobertas no game, etc. Tudo isso contribuía para tornar essas cenas sublimes. Saudade de games com qualidade, com diversão. Games com uma cara americana, admito. Mas esse aspecto continua sendo clássico e muito apreciado por todos.

Que pena para quem não viveu isso tudo. Para quem viveu, só restam agradecimentos.

13 outubro 2005

Resumindo...


Tinha uma festa, na sexta-feira. O garoto adolescente queria sair um pouco de casa, sair daquele calabouço, libertar-se do seu mundinho pequeno. Então ele decidiu ir à essa festa. Colocou seu jeans rasgado e uma camiseta esmirrada e partiu.

Chegou 30 minutos após o início.Tinha muita gente lá. A maioria dançava todas as músicas, que eram mais dos anos 80, remexendo seus corpos ao máximo, numa tentativa de pura liberdade e envolvimento com a música. O garoto ficou olhando aquilo tudo, achando meio estranho elas dançarem daquele jeito.

Após alguns minutos ele começou a se remexer também. Começou com movimentos básicos com a cabeça, depois com outras partes do corpo até estar pulando alto. Aquelas músicas, com os seus rítimos simples, mas cotagiantes, com uma energia fora do comum davam o tom da situação. Simples acordes, levadas de bateria e explosões do baixo tranformavam todos os presentes ali. Foi aí que o garoto descobriu o Rock.

Descobriu um meio de diversão e de expressão de sentimentos que atinge qualquer um. Uma coisa contagiante e viciante, que possui na sua estrutura alicerçes de poesia e arte junto com uma eterna amizade com a liberdade.

Ele dançou e gritou a noite inteira. Voltou para casa cantarolando as músicas que insistiam em não sair de sua cabeça. Chegou em casa com a sensação de ter descoberto algo novo e que tinha a cara dos jovens. Era o Rock.

12 outubro 2005

In memorian


Há 9 anos atrás, o Rock ficou menos Rock.

10 outubro 2005

Meu Deus mandou matar seu Deus

Quem foi que disse que morrer em combate, numa guerra, é honroso? Jamais acreditei em tal tolice. Não me passa pela cabeça morrer por uma causa que não é a minha, tampouco de matar por tal motivo, ainda mais nestes tempos de ideologias mortas em que os únicos motivos que se têm para fazer guerra são o poder e, é claro, o dinheiro. E por patriotismo? Como já disseram aqui: patriotismo é a virtude dos covardes. Se há mesmo patriotismo, por que não vão para a guerra os líderes nacionais? Não há patriotismo. Isso é mais uma tolice, como tantas outras que inventam todos os dias para nos persuadir e iludir. É como na ditadura: este é seu país, ame-o ou deixe-o! Porém, o mundo é uma democracia, o povo governa. Foi o povo, então, que iniciou as últimas guerras...

Talvez seja por esses motivos que eu acho que são poucos os filmes ruins sobre guerra. É tão claro, neles eu vejo o quão estúpido é ir a uma guerra. Qual seria o real motivo que alguém teria para ir? Eles nem sabem pelo que estão lutando, o que querem é um pouco de diversão, pelo menos é o que alguns filmes nos mostram, não creio que seja isso que ocorra de fato. Mas ainda assim, por que vão? Milhares e milhares de homens deixando suas famílias para ir combater em terras longínquas em nome de um país que dizem ser seu. Arriscam suas vidas dispostos a matar supostos inimigos que, assim como eles, não sabem o porquê de estarem ali. Apenas disseram-lhes: eles são nossos inimigos, mate-os e, então, teremos a vitória, e você, se retornar vivo, uma medalha e o status de herói.

Não estou sendo claro, nunca sou. Não tenho por objetivo ensinar ninguém. Não sou Sidarta ou Mahatma. Somente não consigo conceber a idéia de que uma pessoa possa matar outras só por que alguém disse que tem que ser feito, que é para o bem da nação.

Não falarei mais. Até mais.

08 outubro 2005

Conto 3

1

Meus pensamentos não corriam tão rápido quanto o carro onde eu estava, eles vinham de maneira lenta a fim de me lembrar de detalhes. Passava tudo: Lembranças da minha infância, do primeiro dia na escola, dos grandes amigos, dos que já se foram e tantas outras coisas que poderiam encher esta página. Mas uma mereceu destaque: Uma ligação que tinha recebido uma semana atrás de um desconhecido fazendo uma estranha proposta. Não tinha pensado naquilo tanto quanto naquele momento. Talvez porque o prazo para a minha resposta esgotava-se no dia seguinte, de acordo com homem que não tinha revelado seu nome durante a ligação.
Voltei à realidade coma fala do Rafael, que dirigia o carro:

-Ei! Carlinhos! Ta dormindo rapaz?! Tá com a cabeça aonde, meu chapa? Levanta que já estamos chegando...

Quando me levantei do banco do veículo, vi que já estava a algumas quartas da minha casa. Tentei me desfazer do estado de lerdeza o mais rápido possível, visando não atrasar a outra viagem que já estava destinada á Rafael.

-Até mais! Quando quiser uma carona nesse horário é só me ligar, valeu? Tchau! – falou Rafael com a sua jovialidade de sempre.

-Tá bom...Obrigado cara...Tchau... - respondi não muito animado.

Abri a porta de casa querendo poupar todas as minhas forças, pois a viagem tinha me consumido bastante. Abri a geladeira em busca de algum petisco e deitei-me no sofá depois. Após zapear procurando algum programa interessante (que é uma tarefa quase impossível atualmente), voltei a refletir na proposta que o misterioso homem tinha me oferecido.
Era uma coisa que passava longe da dignidade ou da nobreza, uma coisa realmente suja. Mas o que não saía da minha cabeça era a quantia que estava envolvida. Era muito dinheiro, e como eu estava em apuros financeiros, a proposta tornava-se numa coisa mais e mais tentadora. Outra vez fui interrompido. Agora pelo som do telefone. Levantei-me com bastante esforço após lançar algumas pragas. Caminhei lentamente até a mesa do aparelho, a uma distância mínima para pegar o fone.

-Alou?
-Quem fala?
-É o Carlos. Quem deseja? – perguntei maquinalmente.
-Reconhece minha voz? – Aparecendo uma voz abafada.

Subitamente mudei do meu estado de dar pouca importância à conversa e passei a me concentrar mais naquele diálogo que tornara-se interessante naquele momento.

-Ah sim... é claro... – respondi.
- Lembra de mim, senhor? – perguntou a fim de ajudar minha memória.
- Claro que sim. O senhor me fez a uma proposta dias atrás...
- Isso mesmo. Quero saber se o senhor aceita a mesma – respondeu a sujeito com seriedade.
-Ah, mais é claro... Espere só um minuto, sim? – respondi meio inseguro.

Voltei a pensar na tal proposta. Dizer sim ou não? Dependendo do dinheiro, sim. Dependendo da minha dignidade, não. Valeu mais a minha cobiça.

-Bom, já decidi. Aceito a proposta – respondi decidido.
- Muito bem... Digo-lhe que escolheu a melhor alternativa, para o seu próprio bem.
- Quero que saiba que fiz estritamente pelo dinheiro – adverti-o.
- Claro... Todos dizem isso, mas no final eles mudam... – disse o homem com a tonalidade mais sinistra até aquele momento.

Não dei muita atenção àquela resposta e caminhei para a questão que mais me interessava:

-Bom, queria saber qual o seu nome e se o senhor tem algum superior envolvido nesse caso – falei decidido.

- O senhor parece ser muito esperto... Pelo menos mais esperto que os outros. Mas nada vai se revelado antes do fim da tarefa. Bom, todos os pormenores já foram dados ao senhor, espero que tenha sucesso. Não falarei mais nada além disso. – concluiu, antes de terminar a ligação rudemente.

Fiquei alguns momentos parado com o fone aconchegado no rosto, refletindo se era mesmo certo o que tinha feito. Mas como já estava cansado com aquele assunto, pois ele dominara meu dia todo, decidi ir para a cama, a fim de ter algumas horas de descanso raro.

Olhares

Um olhar pode ser mais poético e misterioso do que qualquer outra coisa. Não se pode saber os que duas pessoas que se olham pensam uma da outra, sejam conhecidas ou não. Mas esse simples gesto de direcionar a visão em direção a outro seu humano pode transparecer muitas sensações que não dão à vista no primeiro momento.

Pode ser uma ação completamente instintiva, demonstrar um aspecto denunciador de amor verdadeiro ou de puro ódio. Seja no ônibus, na escola ou na rua, em qualquer lugar pode ocorrer a ação dita. A maioria das vezes a relação dos que se olham é bem breve, não passando da primeira fase. Quando isso acontece, amores eternos podem ser perdidos e desfeitos na hora. Relações quase perfeitas são jogadas foras. Por isso apresenta-se dentro da linha que um olhar produz um perfil totalmente poético, levando em conta todos os aspectos.
Acho que um certo olhar pode substituir folhas e folhas de poesias com descrições totalmente desnecessárias. Mesmo assim, continuo preferindo a junção das salivas a olhares apaixonados.

05 outubro 2005

Isto é um tabuleiro de xadrez para principiantes

Bom, hoje vou postar mais uma vez algumas de minhas maluquices para não perder o costume. Primeiro gostaria de parabenizar o aniversariante de hoje que é o grande Capella.
Ontem foi um dia igual a todos os outros que venho passando ultimamente. Ultimamente, não há nada para fazer a não ser ficar no meu grande computador e ficar jogando copas fora e CM. A greve no cp2 continua pelo menos até amanhã, quando será tomada a decisão de término ou não da greve. Cefet não sei quando vai ter assembléia.Ainda temos a incerteza do início das vendas dos ingressos do show do Pearl Jam (malditos paulistas, maldito Serra).
Neste momento, devo estar baixando músicas da internet, vendo a droga do orkut e olhando para nosso antigo blog, para recordar de coisas que já foram postadas pelos companheiros de blog.
Como disse alguém um dia: A vida é um tabuleiro de xadrez.E eu lembro de uma outra pessoa dizendo: O patriotismo é a virtude dos covardes.
Mas nada é mais belo e puro como a afirmação dita por Chaves sendo interpretado por Roberto Bolaños: A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.
As lembranças sempre são bem vindas e se revelam em momentos quase sempre ideais para que ela ocorra.
Nesta vida tirando a morte o resto é movido pela incerteza.

04 outubro 2005

Quarta-feira

Aproveitando que entrei para ver a nota de uma matéria da faculdade, que aliás não está no site, vou postar algumas linhas aqui. Vou parar de rodeios (até porque não consigo pensar em nada para enrolar), o real motivo de entrar aqui e postar é para fazer uma coisa que já venho fazendo. Delatarei mais um aniversário de um de nossos membros, aproveitando, é claro, para lhe prestar uma homenagem modesta porém de coração (putz, que coisa mais melosa, hehe). Trata-se de um animal, um ser mascarado que leva a fama de ladrão. Aqui no blog ele foi desmascarado por mim, revelei que ele é um grande astro de cinema que trabalhou inclusive com Jim Carrey. Bem, vocês já devem saber quem é, se não fazem idéia vou ajudá-los, aqui está uma foto dele com seu dublê:


É isso. Feliz aniversário Capella e desculpa a brincadeira e por te "delatar", valeu? Até mais.

02 outubro 2005

Entre as vistas de um senhor nas entrelinhas

Hoje é um belo dia para postar algo...

Por quê?

Bom, talvez, porque eu não tive nada de mais na semana toda e tenha mais tempo para refletir sobre assuntos diversos que nos vem rodiando ultimamente...

Quais?

Não sei, qualquer um que venha passando por este cérebro confuso em ecstase profundo das profundezas do mar noturno. O que importa eu dizer as minhas reflecções à vocês, se nós não iremos mudar o mundo só com palavras e...

Meu caro, você costuma assitir o programa do gilberto barros, o 'Boa noite Brasil'?

Costumo sim, por quê?

Não, é que eu queria saber se você viu o programa segunda, e o que achou dele?

O programa dele nessa segunda foi até maneiro... falou de mensagens subliminares... Como em todos os programas sobre esse assunto, teve um cara q... falou que tinha uma mensagem subliminar na música "bois dont cry" dos Mamonas, que dizia mais ou menos uma pequena narração da morte deles, mas isso foi o que ele disse, porque mostrar ele não conseguiu... o impressionante é que eu já vi isso 4 vezes... uma no a noite é uma criança, outra no sabadaço com o próprio gilberto, no gugu e essa segunda, em nenhuma dessas vezes eu ouvi o que esses caras do mamonas aprontaram ao contrário... Também teve um cara que levou um quadro, quer dizer dois, no programa e tentou nos enganar falando que apenas jogou tinta em uma tela e retirou os excessos com outra tela, e aí surgiu duas obras distintas... uma das telas representava o cristo, e a outra a besta. Tirando esses dois fatos o program foi bom.

E a greve no cp2 já tem informações?

Já... vai ter assembléia no dia 5 desse mês, mas não nos aprofundemos nesse assunto, por favor. Eu já tinha até me esquecido disso.

E o que tá fazendo na greve?

Putz! Vocês da imprensa são muito chatos. Mas tudo bem vou falar um pouco dessa minha vida ...

Pode dizer, todos estamos querendo saber.

Tá bom, até parece, mas vamos do mesmo jeito. Eu fico a maior parte do tempo no orkut, mesmo sendo uma coisa desprezivel, também fico no msn de vez em quando... é... raramente jogo um fut bacana, to jogando cm, e coisas outras que não interessa ficar espalhando por aí.

Tá bom! Então dou-lhe meu muito obrigado por participar desse programa idiota.

Valeu!!! Amanha a gente se ve mais porraqui

01 outubro 2005

Blá blá blá... 2 - A Missão

Escrevo enquanto, da festa que acontece no play, chegam aos meus ouvidos músicas de estilos musicais que me inspiram. São músicas que possuem um significado profundo, que me tocam profundamente, com suas letras bem pensadas, que transmitem muito bem o nosso mundo pós-moderno perfeito. Não se trata de preconceito, tampouco de um comentário de quem nunca ouviu músicas destes estilos, ou de quem, agora, se sente superior a quem produz e gosta destes estilos. Apenas acho que há maneiras mais elaboradas de se fazer música, para que sejam imortais como tantas já são, não só de rock, mas de outros estilos, samba, jazz, reggae, blues, clássico, e vários outros, e não simplesmente um meio de conseguir fama e dinheiro, que são efêmeros, assim como serão as músicas que por esses motivos forem criadas.

É isso, até outra hora.

Bem, não tenho nada de bom pra dizer, então vou postar duas frases. São elas:


"É preciso estar sempre embriagado. Para não sentirem o fardo incrível do tempo, que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso. Com quê? Com vinho, poesia, ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se."

Charles Pierre Baudelaire


"Um ser humano é uma parte do todo a que chamamos Universo, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele concebe a si mesmo, às suas idéias e sentimentos como algo separado de todo o resto. É como se fosse uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência. Essa ilusão é um tipo de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e reservando nossa afeição a algumas poucas pessoas mais próximas de nós.
Nossa tarefa deve ser libertarmo-nos dessa prisão ampliando o nosso círculo de compaixão de maneira a abranger todas as criaturas vivas e toda a natureza em sua beleza".
Albert Einstein

Código

A manha incansável diurna curiosidade deixa finalmente daquilo move tudo subido formigando o cachorro delegado vil mundo. Filho resolve ferro Quando manhã ferro cachorro o fio navalha crédito código telhado arma calibre estiver desenho figura show desvendado sujo mãe porco nada manga árvore duque mudará.

30 setembro 2005

Da insanidade e da beleza...nasce a ARTE

Será que da improvisação nasce algo sublime, relamente transformador? Vamos saber agora, nesse momento insano e de muita insônia. Devemos celebrar o vômito de coisas que todos que se põe a escrever fazem em suas obras. Na simples celulose pode haver modos de transformar vidas, de tornar inesquecíveis várias histórias que vieram ao acaso á mente do escritor. O que importa é como e não quando. Não importa quantas luas e sóis passaram até o término de um livro o que importa é que eles transmitem conhecimentos, transmitem vida, são lendas fluentes eternizadas pelos pensadores artísticos, odiados pela juventude moderna.

O que importa é a A-R-T-E, a beleza, o modo de expressar a vida ajudado pela mente e nada mais. A coisa mais linda no mundo é a beleza. E nesses dias tão estranhos ela é julgada feia aos padrôes modernos fascistas. Precisa-se entender que ela é a essência de tudo, é a formadora do mundo, das coisas, das pessoas.

Pegue uma caneta e papel e mude o mundo.

Conto 2 - 2/2

Suava como nunca antes; primeiro pelo nervosismo e segundo pelo calor que predominava no quarto. Uma luz amarelada iluminava brandamente o aposento, já sem a ajuda da lua, pois as janelas estavam loqueadas por grossas cortinas. O silêncio dominava completamente a situação, aumentando meu medo mais ainda. Não me preocupei me fechar a porta visando não causar nenhum desastre. Após alguns segundos fiquei imóvel desenvolvendo um plano de como seria a minha ação.

Com a maior cautela já tomada até aqui, comecei a andar lentamente em direção ao corpo que continuava imóvel na superfície da cama. Quando cheguei bem perto da lateral da mesma, apossei-me de um pano que trazia em meu bolso e concentrei-me ao máximo.

Quase que na mesma explosão do momento em que um sapo captura sua presa com a sua língua nojenta, saltei em cima do homem já visando amarrar o lenço em volta de sua boca. Na mesma hora o mesmo acordou bem assustado, mas sem condições de resistir ao meu ataque, pois encontrava-se no estado de tontura e lerdeza que manisfesta-se logo após o acordamento de qualuer pessoa.

Tive sucesso. O homen já tentava liberar-se do pano que aprisionava e já machucava a sua mandíbula, mas não tinha forças suficientes para tal feito além do fato de eu estar predendo seus braços. Sua voz tentava se mostrara em alto e bom som, mas não saía nada além de inúmeros “hums”. Achei aquela cena engraçada, apesar do horrível aspecto que possa parecer para a mentes vazias das pessoas que lerem isso. Divertia-me com tudo aquilo, todo o sofrimento do homem me causava prazer que crescia e crescia.

Mas faltava fechar com chave de ouro aquela cena funesta. Faltava o pricipal. Faltava o fim.
Peguei a minha querida Winchester 22 e ameaçei-o:

-Fica quieto! Se não bye bye planeta terra. Anda porra! Sossega!

Os meus gritos produziram efeito. Ele ficou quieto depois de perceber o risco de vida. Mal sabia que ia para os decompositores logo, logo. Encostei o cano da arma bem no centro da testa dele. Calculei o melhor que pudesse ser um tiro perfeito. O homem entrou em desespero, começando a suar e olhar para o céu aparentando fazer orações. Tchau!

- Não adianta rezar não! Ninguém vai te ajudar. Isso aqui é vingança, meu caro, com todas as letras. Manda um abraço pro homem lá de cima e fala para ele ajudar um povo aqui que só faz sofrer.

Apertei o gatilho. Um estrondo manifestou-se junto com o barulho da massa cerebral estatalando-se na parede e com os latidos que vieram depois da direção da rua. A cabeça do homem tinha virou para trás já esburacada no centro da testa sustentando um olhar tétrico. Saí de um pulo só da cama e em menos de um minuto já estava na esquina da rua.

Agora estou em casa. Se aquela criatura merecia a morte, eu não sei certo. Pelo menso me parecia que sim dias atrás. Agora já duvido um pouco. Será que nada tem perdão, afinal todos cometem erros. Mas não sei se pode-se chamar de erro o que ele fez comigo. É difícil dizer se um ato tenebroso cai mais para um erro normal do comportamento humano oude um ódio propositalmente desenvolvido dentro de um ser humano. Mas é facil fazer justiça. É facil meter um tiro na cabeça cometendo um suicídio justo. É só fazer assim.

25 setembro 2005

I'm not like them and I can't pretend

De fato, Gustavo, reclamamos muito dos outros, como eu já havia dito no outro blog, e pouco de nós mesmos, a não ser que façamos algo do qual nos arrependemos. Porém, discordo de você num ponto: se somos vários durante nossa estada neste mundo conturbado e cheio de sofrimento, como podemos nos auto-avaliar? Você há de convir que é um pouco difícil fazê-lo, uma vez que o fato de estarmos numa eterna mutação, leva a uma possível inexistência de um "eu", e, assim, a uma improvável avaliação consistente deste "eu". Talvez pela ignorância deste fato reclamamos e julgamos tanto as outras pessoas, mas não posso afirmar qual o motivo de fazermos em menor escala o mesmo conosco, talvez prefiramos não ver que, em certo momento, fizemos algo errado, é mais fácil se enganar, viver na ignorância.

Bem, depois deste show de pedantismo me despeço pedindo que aqueles que entenderam o que eu escrevi (se é que é possível isso) me expliquem, por favor.

Ecce Homo

Dia chuvoso...Nada especial a fazer. Todos trancafiados em casa perdendo seus valiosos tempos vendo jogo futebol ou simplesmente dormindo. Reclamamos tanto de situações que as pessoas ficam na inércia, disprovidas de atitude e iniciativa, que não resolvem certos problemas. Mas não reclamamos de nós mesmos. As vezes penso que o nosso ego precisa ser revisto pelas pessoas que nos conhecem melhor: Nós mesmos.

Pode ser até natural, parece ao extremo, que os seres humanos não criticam eles próprios ou admitem seus defeitos. Mas somos os donos da mutação. A personalidade humana adquiri tantas faces em inúmeras situações durante toda a vida, que me faz crer que essa auto-avaliação visando a correção dos erros pode acontecer em todos.

Pode transparecer um ar de conselho por aqui. Mas é isso mesmo, um alerta. Olhamos, criticamos, julgamos muito mais os outros do que nós mesmos. Não muito afetado pelo pessimismo, termino este post agora mesmo. Afinal, todo post tem seu fim.

Blá blá blá...

Creio que será infrutífera esta minha tentativa de escrever hoje, somente o faço para não passar em branco, mesmo correndo o risco de escrever tão mal quanto da última vez.

Bem, vejo que teremos em breve um escritor de fama e fortuna oriundo do nosso blog (hehehehehehe). Só tem uma coisa, Gustavo: onde está o final da história?
Vejo também (olha só, tô parecendo a Mãe Dinah) que o Maluco postou mais um de seus confusos textos, mas eu o entendi perfeitamente, e acho que aqueles que souberem do ocorrido na sexta-feira última aqui em nossa rua também o entenderá. Foi mais uma afronta contra aqueles que tentam viver suas vidas pacificamente. O que houve ao certo eu não sei, sei que ouvi alguns tiros e vi algumas pessoas correndo amedrontadas para tentar se proteger. Não vou mais falar sobre isso, esses assuntos me deixam profundamente irritado, assim como os outros que são mencionados no post do Maluco. Como isso tudo pode acontecer?, é o que eu me pergunto.

Vamos continuar falando sobre o texto do Maluco, só que agora sobre uma coisa mais agradável, ou seja, o quase sagrado futebol. Quando ele se refere às discussões no futebol ele está se referindo, como é óbvio para aqueles que já tiveram o prazer de jogar uma partida aqui na Arena do Ramsés (nada de americanismos), ao ser que mais reclama no mundo, o Arthur, mas isso não tem importância nenhuma, o importante é que eu me sagrei, junto com mais alguns colegas de time, o que não vem ao caso (hehehe), aquele que venceu mais partidas.

Acho que vou terminar aqui, não tenho nada pra falar mesmo. Tchau.

Descoberta

Oi. Mais um dia em nossas vidas que vai passando e nós aqui, perdendo nosso tempo com besteiras, discutindo no futebol, conversando sobre futebol, política, economia, violência, cotidiano, etc. E aí você descobre que todos esses assuntos podem estar de uma maneira ou de outra qualquer, interligados. Você descobre no noticiário, que tem mensalão de tudo quanto é tamanho e para todos os gostos, desde os que ocorrem na política interna do país, como também na política desportiva brasileira. Descobre também, que não é preciso sair de casa para ser vítima de violência, e não precisa ser agredido fisicamente para o mesmo ocorrer, porque há várias maneiras de você ser violentado, seja fisicamente, visualmente, auditivamente, olfativamente, sorrateiramente, sensatamente, diariamente, dentre outras maneiras. Às vezes é só fazer pequenos movimentos, como o de ir à janela de sua casa, para ver um corre-corre, um polícia e ladrão, onde não há polícia e o ladrão está do seu lado, pronto para roubar sua vida se você fizer um movimento brusco. Descobre que economicamente o país está visivelmente mal, mas descobre também que há sempre alguém tentando encobrir isso, como também a corrupção, e outras coisas. Há muito a ser descoberto ainda, coisas boas e más, mas do jeito que estão as coisas o mais provável é que não devemos ter grandes esperanças com o que nos aguarda, apenas no campo da ciência e da tecnologia, porque na política nem milagre adianta. Então, eu acho que é só. Estudem bastante, mesmo que para isso deixe de ficar um dia sem jogar comp...dor, videogame, frequentar internet, etc.

24 setembro 2005

O tempo não pára


Não mesmo. Disso todos têm certeza. Mas dependendo do seu modo de viver a vida, a passagem do tempo pode atrasar-se um pouco. É o caso do Cazuza. Os momentos que o poeta passou foram, na sua maioria, bem divertidos e inesquecíveis. Assim, os seus 32 anos foram muito bem vividos, porque ele sempre fez o que queria. Mas vale a pena abrir mão de mais da metade dos anos de sua vida para viver intensamente, viver como você realmente deseja? Ou viver uma vida comum, com poucos momentos divertidos, comparando-se com a sua vontade? Isso vocês podem responder. Para mim vale mais a primeira opção, mas acho isso muito estranho e perigoso. Caminhar para um futuro quase certo da morte, após se drogar e se embebedar todos os dias, não é coisa fácil para mim.

Todos esses questionamentos vieram á minha mente após eu ver o filme do cazuza, já com os olhos marejados após a cena da práia. Devemos dar mais valor à vida. Brinque, fale, cante, corra, chore, não tenha medo, suba numa mesa do restaurante e grite: Putaquepariu!

DIVIRTA-SE, PORQUE O TEMPO, O TEMPO NÃO PÁRA !

Conto 2 - 1/2

Quando vi a casa eram aproximadamente 23 horas. A noite estava farta de ventos frios que acalmavam-me bastante e que produziam uma sensação de verdadeiro aconchego. Um ar bem propício para incentivar-me a fazer o que realmente tinha que ser feito. Deixo bem claro que era simplemente uma situação de crua vingança, pois sempre me conduzo através da velha lei Hamurabi: Olho por olho, dente por dente.

O portão referido acima é de uma antiga casa que ficava não muito distante da rua onde morava. Por isso mesmo não houve problema algum referente aos detalhes do meu alvo, obtidos através de ivestigações fatigadas sobre detalhes minuciosos do mesmo. Faltava somente a ação.

Após alguns minutos certificando-me de que não havia nenhum inconviniente à minha entrada na casa, I took the plunge e avançei terreno finalmente. Atravessei a rua confiante, mas com o cuidado necessário para não produzir nenhum som de qualquer sorte. Aproximei-me do portão e vi que não possuía nenhum tipo de fechadura e, empurrando-o levemente, abriu em sentido de um arco para dentro do terreno. Não disprovia nem de uma lanterna, a fim de não revelar minha presença. Meu único guia era a luz da lua.

Seguia-se após o portão um corredor que, pelo que deduzia-se, levava o visitante cortando a área lateral da casa até a entrada do primeiro cômodo. Após a travessia do corredor mais com as mãos do que com os olhos, confirmei a minha dedução. A leste do fim do corredor vi uma porta que permitia a passagem ao primeiro cômodo para quem entrava na residência. Estava aberta. Não atentei-me muito a esse fato e concentrei-me na entrada, pelo que vi após entrar, do hall.

A disposição dos móveis e o “clima” dentro daquelas paredes pareciam normais à primeira vista. Tateando bastante e adivinhando os caminhos e objetos, contorcia-me até o ambiente que vinha a seguir. Com certeza era a sala, com um grande armário, dominando quase todo o espaço do ambiente, que portava uma televisão, porta-retratos e outras coisas decorativas que não merecem ser descritas. Após a avaliação deste móvel, percebi que havia uma escada que comunicava a sala ao andar superior.

Não pensei duas vezes. Quase que se esgueirando, tomei a direção dela, pois o que importava para mim era o quarto que se abrigava no nível acima. No meio do trajeto, quase morri de susto. Esbarrei num bichano que estava desfrutando de um bom sono no meio do caminho e que acordou assustado com o baque e saiu assutado do meu alcance sem dar um pio. Pura sorte, já que os gatos são famosos pelos miaus agudos que são proferidos por eles incansavelmente todos os dias.

Já recomposto do primeiro contratempo da missão, avancei pelos pequenos degraus até deparar com um segundo hall, onde encontrava-se um porta-chapéus e vários quadros destacando as paredes. Vi que a partir dali eu podia acessar qualquer cômodo que quisesse, dos três que haviam no segundo andar, pelas portas que estavam à minha frente.

Pronto. Ali era o ponto crítico.Tentei ficar o mais atento que podia, pois tudo ficaria mais perigoso e arriscado. Meu físico estava em prefeitas condições, mas os meus nervos estavam abalados, é claro. Tudo aquilo causava medo a cada pisada minha. Quanto mais próximo do quarto, mais nervoso ficava. Mas tinha que ser feito. A porta á direita, pelo que disseram. Finlamente Tinha chegado a hora. Puxei a minha Winchester 22 e com exímio cuidado fiz o movimento para abrir a maçaneta. A porta não produziu nenhum ruído. Dentro do quarto via-se um homem de meia idade deitado em uma larga cama, já em sono profundo.

20 setembro 2005

Tentando resolver uma m....

(um suspiro profundo...)
Estou postando enquanto tento resolver mais um problema do meu "querido e amado" computador, que mais uma vez está me deixando na mão. Escrevo pra relaxar um pouco, esse negócio de lidar com computador estressa paca (nisso vários irão concordar comigo). E pensar que eu estou fazendo ciência da computação, eu devia estar bêbado, mas eu nem bebo.

Por que não insisti em História? Isso sim é legal, estudar todos aqueles fatos e personagens que construíram o mundo, desde os menores aos grandes. Se bem que isso eu posso estudar em casa sem precisar ir pra uma faculdade, que aliás às vezes é um grande saco, parecido com a escola que o Gustavo fala. Droga, maldito capitalismo, se não fosse isso poderia fazer o que quisesse, sem me preocupar com cobranças e outras besteiras como dinheiro.

Vamos lá, gritem comigo:
Abaixo o capitalismo! Abaixo o dinheiro!
Vivas à História! Vivas à Liberdade!

É, essa foi o pior post de todos os tempos.

18 setembro 2005

Jovem tarde na gaiola

Oi. Hoje, um dia muito bom pra ficar deitado e pensando nas belas coisas da vida. Saí, falei, comi, andei de ônibus, vi o jogo do vasco e sampa, e não tive tempo para esses pensamentos. Ontem e sexta teve fut depois de muito tempo sem jogar. E como em todas as celebrações futebolísticas que temos aqui, teve discussões, intrigas e fofocas da oposição, mas como o meu futebol é maior que isso tudo, superei todas as dificuldades e fiz uma bela apresentação. Há muito tempo que não dá gosto de ver o pessoal daqui jogando (isso quando a pelota gira solta no gramado), pois ninguém se empenha em jogar um futebol de qualidade, não há raça, e principalmente porque ultimamente eu estava perdendo boa parte das partidas disputadas. Mas sexta e ontem, apesar de todo o ocorrido, tivemos um fut de certa qualidade, e ganhei a maioria das partidas, nestes dois dias de evento...

Mudando de assunto: essa semana tive o conhecimento de uma possível greve que poderá começar no dia 26 de setembro no cefet.
-Prós: Mais descanço para minha inútil e preguiçosa pessoa e mais tempo para fazer os trabalhos de desenho.
-Contras: Ter que ficar trancafiado dentro de casa sem ter o que fazer (o que de certa maneira é mentira, pois há ainda o computador) e ficar longe de mais pessoas que você aprende a conviver e sente falta de escutar as besteiras que falam (já que é o que o ser humano mais sabe fazer de melhor, se não for a única). Outro contra, é que esta greve não adiantará nada, porque não será dada nenhuma atenção à ela, devido à enorme crise política que vêm nos afetando...

A Juve ganhou mais uma e estamos mais do que nunca na busca do bicampeonato, nesta temporada de 2005-2006. Líderes isolados e invictos na Liga Italiana, a Juventus de Turim, comandados por Nedved, Trezeguet e cia., venceu na Liga dos Campeões, o Club Brugge por dois a um fora de casa...

Viva o Liverpool, mas prefira a Juve!

17 setembro 2005

Smells Like Teen Spirit

"O quer vocês estão fazendo aí? O filme já acabou... vai.... vai embora..."
"A vida passa muito rápido. Se você não pára e olha em volta por um instante, você pode perdê-la"
By Ferris Bueller

Blog

Sabe, às vezes me pergunto: Por que alguém entra aqui? Mas aí eu mesmo entro e me deparo com as coisas que postamos, não sei se é impressão minha, se me falta entrar em outros blogs para ver como eles são, ou pretensão mesmo, mas, com toda sinceridade e à despeito do que alguns de nós falamos, nós escrevemos bem, tirando os erros de português que nós obviamente cometemos, até porque, como sempre me lembram, não somos escritores.

Todos nós temos qualidades ao escrever. É só observarmos os posts mais recentes, o do Maluco, talvez os meus dois últimos, e, em particular, o post intitulado Conto 1 do Gustavo, ou Gugacrazy, e o do Iggy Bowie (mais conhecido entre nós como Natura) . Parece puxação de saco, mas não é (bem, talvez até seja, mas fo..-se).

Não pretendemos ser grandes escritores (talvez algum de nós seja, nada é impossível) mas se nos propomos a escrever algo acho que todos pensam em escrever algo que possa contribuir, mesmo que infimamente, para que a Internet não seja só um lugar em que você entra e faz o que quer sem se preocupar com as conseqüências e com a qualidade do que se faz mas sim fazer algo que mostre que qualquer um tem a capacidade de fazer algo que alguém goste e diga que é bom. Bem, resumindo, acho que todos temos um pouco de talento escondido, talvez não escrevendo (como é o meu caso) mas desenhando, pintando, etc, etc...

Conto 1

Sei que um ambiente como um ônibus não é tão propício a presenciar uma cena tão notável e pitoresca, como a mesma me pareceu ser. Ainda mas porque não ocorre uma mínima demonstração de sentimentos dentro de um lugar tão público e rotineiro como esse. Mas há exceções. E eu fui ator principal de uma delas.

O pequeno trajeto que o veículo percorria não apresentava nada de especial ou notável aos olhos dos passageiros, já cansados pelo trabalho ou até pelo pensamento de ter de trabalhar no dia seguinte. Por isso mesmo meu cérebro estava voltado apenas para os pensamentos que nasciam constantemente sem aviso prévio durante toda a viagem.

Seja política, música, livros ou qualquer outro assunto. Todos me faziam, literalmente, entrar num momento de não-percepção do que acontecia à minha volta.
Senti apenas um movimento incomum perto de mim. Acordei do meu “sonho” já descrito e vi que uma criatura de olhos verdes tinha se acomodado do meu lado. Ela aparentava ter entre 15 e 16 primaveras, era um pouco baixa e tinha cabelos longos de um castanho meio disfarçado de negro.

Usava espécies de tintas no rosto que eu achava um tanto cômico, mas que a deixava mais bonita. Seu rosto possuía feições bem leves e por mais que estranho lhe pareça, ele me dava uma sensação de paz e tranqüilidade naquele momento.

Depois dessas percepções iniciais, iguais as que ocorrem quando você conhece alguém novo, veio-me a estranheza que estava tentando sair de dentro de mim antes. Percebi que havia muitos outros lugares vagos dentro do veículo e não via nenhum motivo cabível para aquela criatura se acomodar ao meu lado. Mas vamos concordar que o amor produz fatos sem muita explicação.

Com os solavancos do ônibus, sua perna encostava-se na minha em alguns momentos. Uma sensação estranha para mim, mas bem prazerosa. A mesma coisa acontecia com o ombro e o braço. Porém minha companheira de banco não parecia muito incomodada com isso e sim bastante tranqüila.

Depois descobri que todos esses fatos não ocorreram por acaso. Subitamente sua mão encostou-se na minha apertando-a com força. Na mesma hora olhei para a garota e ela também me dirigia o olhar. Foi um momento sublime. Eu perguntando com os olhos: ”Quem é você ? Porque fez isso? O que quer comigo?” e ela apenas me afagando com as suas delicadas mãos como que dizendo: “Calma, calma...” E um olhando para o outro, numa cena que parecia eterna.

Claro não foi eterna. Mas ficou bem guardada na minha memória até hoje. E ainda falta relatar o outro fato ocorrido que ajudou mais ainda para isso.

Depois daqueles segundos que pareceram horas, o ambiente já estava propício para o desfecho final: O beijo. E aconteceu como tinha que ser. Uma relação recíproca de afetividade e desejo, um momento onde as preocupações e pensamentos fúteis são deixados de lado e a única coisa que importa no mundo todo é a outra pessoa.

Confesso que durou menos tempo do que eu desejava. Mas foi magnífico. Nunca tinha feito isso antes. Foi uma coisa inesperada e, por isso, mais memorável ainda.

Depois desse orgasmo de emoções, é óbvio que eu não sabia o que dizer, fazer, pensar. Poucos minutos atrás estava calmo e taciturno num banco de um ônibus comum, e agora estava na porta do paraíso com um anjo de olhos verdes. Verdade que é estranho. Não sabia o nome dela, a idade certa, onde morava... Mas agora tenho a opinião formada de que ela tinha que estar ali comigo, naquela hora, mas ainda não descobri a razão.

Os acontecimentos seguintes não merecem, a meu ver, seu espaço nesta história, pois não tem importância semelhante aos outros já descritos.

Foram talvez a incerteza, ou a surpresa, a beleza própria dessa história que a transforme em um caso ímpar entre os que eu já tenha visto na minha vida. Mas essas características que eu rotulei para esse conto são de opinião única e independente de você, leitor!

Obs.: Não ligue para os erros de português...

A face oculta da Lua

11 setembro 2005

Poesia inocente

Amor de ouro

O anel lembra o ouro
O ouro lembra o ladrão
O ladrão lembra você
Que roubou meu coração

(fase pré-jucônica)

Ridiculus

Chegamos a um ponto em que a ganância humana é maior que tudo. Queremos mais e mais para nós e não pensamos nos outros. Não nos contentamos apenas com o necessário, visamos sempre o melhor do melhor do melhor, com as nossas caras bobas e camisas cheias de baba.

A sociedade capitalista-egoísta é baseada nisto. O dinheiro move tudo. A cobiça impede uma sociedade mais justa. Você pode falar que não faz isso, que você é humilde, etc... pelo amor de Deus! Temos que nos conformar que somos malditos homo sapiens sapiens ridiculus. Já é do instinto humano querer sempre o melhor, querer qualidade de vida pra sempre. Além disso a maioria das pessoas é movida pela ignorância que parece ser cultivada pelo modernismo. Caminhamos como cegos em direção ao poço da falta de caráter e da autodestruição.

Tire essa nuvem da sua mente e veja realmente o que está acontecendo. Exércitos de ignorantes estão sendo criados e o consumismo exagerado está, literalmente, nos consumindo.

$ anos se passaram e a guerra continua

Hi, my name is Leandro. I going to write one small text and in the text express nothing under war and the !! de &mbro de @))!.

Meu inglês não é grande coisa e tão pouco quero aprender esse idioma de imbecis que só sabem criar mais e mais guerras neste nosso mundo que cada vez mais se vê gravemente afetado por nós mesmo, pois se a natureza está se revoltando com a gente, a culpa é inteiramente de nossa parte. Essa guerra de nós e a natureza contra nós mesmos, já estava acontecendo com menos freqüência, mas agora ela parece que vai aumentar cada vez mais à medida que o tempo passa. E o primeiro inimigo da natureza foram justamente os Estados Unidos da América, que é o país que mais poluí o mundo. Essa com certeza será daqui em diante a maior guerra que os humanos enfrentarão. Uma guerra onde não ocorrem batalhas frente à frente, onde apenas há ataques de um lado dos "exércitos", fugas da outra parte, depois do contrário ter acontecido antes. Esta será uma guerra que não terá vencedores como qualquer outra guerra, e todos inclusive a própria Natureza(como se nós não fizessemos parte dela) saírão prejudicados. E ela ocorre porque tem de ocorrer, porque busca o equilíbrio, porque a natureza sempre busca o equilíbrio, não importa como será alcançado.

Outra coisa: estou satisfeito pela Juve ter ganho e assumido a liderança do Italianão. Também estou feliz com a derrota da Inter, que nos proporcionou este acontecimento emocionante, juntamente (é claro)com o empate do Milan na 1º rodada.

Abaixo a supremacia estadunidense!

Um sábado sozinho com meu irmão

Bem, em primeiro lugar queria agradecer aos elogios (somente um) e dizer que por isso vou me exceder um pouco, se ficar ruim me desculpem.

Pra começar vou pegar o gancho do Gustavo, que falou sobre a Luíza Sarmento. Ontem, eu assisti, não pela primeira vez, ao programa dela, Comentário Geral, e o assunto foi magia. Para quem não sabe o programa pega uma palavra e desenvolve alguns dos assuntos que podem estar relacionados com essa palavra, com a palavra de ontem, por exemplo, falou-se sobre a inquisição, o amor, um e-mail que é mandado para alguém com um programa que supostamente descobriria qual a carta que esse alguém escolhesse, foram recitados alguns trechos de poemas e frases... Resumidamente foi isso. O programa, além de ter a Luíza, um verdadeiro anjo como o Gustavo já disse, é muito bom. Aliás, a TVE, apesar de ser pública (o que não tem nada a ver), é uma emissora que proporciona, aos poucos que a assistem, uma ótima programação.

Antes do Comentário Geral, assisti, na mesma emissora, a um documentário chamado As Vilas Volantes, que, pelo que pude entender (não comecei a assistir do começo), falava sobre as pessoas de vilarejos, do Nordeste, provavelmente, que tinham que se mudar por causa do surgimento de dunas, que tomavam seus vilarejos. Foi fascinante, me fez pensar como nós das grandes cidades muitas vezes perdemos o melhor de nossas vidas, muitas vezes por causa do medo, seja da violência, ou mesmo de sermos felizes...
As histórias contadas por essas pessoas eram atraentes de um modo inexplicável, pelo menos para mim, talvez pelo seu jeito natural de contar, ou por outro motivo qualquer que, para falar a verdade, não tem a mínima importância. Falavam sobre as dunas que apareciam, depois sumiam, sobre as construções que não mais existiam e sobre seus donos, alguns dos quais já não estavam mais vivos, sobre suas vidas, enfim.
Que pena que as outras emissoras de TV aberta não tem uma programação tão boa assim.

Bem, depois disso tudo fui para a internet e pelo MSN o Gustavo me falou que o Natura tinha postado. Como eu já disse, acho que não é preciso falar muito sobre ele, o Natura sempre escreveu bem, não há mais a ser dito. Depois da internet fui para sala ver se tinha algum clipe bom passando na televisão, e fiquei acordado até amanhecer. Foi aí que esse fenômeno aparentemente banal, que ocorre todo dia, me fez pensar mais ainda. Pode parecer besteira, mas eu comecei a compará-lo com alguns momentos de nossas vidas, um em particular... Enquanto de um lado do céu há o que lembra a noite e de outro, o que lembra o dia, ainda não há nada definido, não é dia ou noite, não há luz intensa e tampouco, escuridão, há penumbra, algo que é e não é ao mesmo tempo. Mas logo o sol raiou e fez-se dia, quis olhá-lo até cegar completamente, talvez sua luz ainda tênue, em vez de me cegar, me fizesse despertar e acordar num daqueles vilarejos de As Vilas Volantes, mas o que me despertou foram os carros passando pela minha rua e então fui dormir para voltar ao sonho.

É isso. Até o próximo devaneio.

10 setembro 2005

Pense, faça, recorte, corte, cole, realize.

Alô alô terezinha e todos desse blog tão famoso e adorado. Daqui a pouco nós vamos concorrer com o Bruno Medina. Aliás, Bruno Medina do Los hermanos, do Ventura, que eu achei um dos melhores discos que eu já ouvi. Claro, contando que eu não ouvi muitos...Mas não estou aqui para falar disso, aliás eu não sei ainda sobre o que vou falar (como sempre).

Vamos começar com o Re[corte] Cultural, que eu acho que é um programa bem original e instrutivo e tudo-mais -isso. Quem gosta de música, teatro, artes...pode assistir que o negócio é cabra macho. Ainda mais com aquele Michel Melamed, que é o demônio em pessoa, o cara sabe tudo...Essa semana a propaganda política cheio de pessoas inteligentíssimas e bastante preparadas para ocupar cargos públicos ocupou parte do programa. Recortaram o Recorte, resumindo.

Ah, consegui ficar amigo (que amigo...) da Luiza Sarmento no orkut. Aquele anjinho disfarçado de humano só pra enganar todos os homens bobos que nem cachorro. O problema que eu não sei se é falso. No orkut é difícil vc saber isso...Mas quem se interessa na minha vida pessoal ? Sei lá, de repente tem alguém. Então continua aí, caro leitor!

As vezes a idéia de escrever um livro me vem à cabeça. Eu penso que é uma coisa ridícula, mas penso também que pode acontecer. O tema que não desabrocha, tudo que eu imagino parece ser apenas uma historinha boba, mas vendável. E o meu objetivo não é muito isso, mas sim uma história que faça as pessoas pelo menos refletirem um pouco e lembrarem do que elas leram.

Por entre esses sonhos e planejamentos digo adeus e avocês.

Gostos

É... os dias vão passando e parece que tão cedo não jogarei uma partida de futebol, talvez nunca mais eu tenha uma peleja como aquelas de minha infância. Ah! a infância! Por que será que temos tanta saudade dela às vezes? (quem responder essa ganha um doce, hehehehe) Bem, não entremos no mérito desta questão, outros já o fizeram e ainda o farão, desta vez, ao menos, eu não.

Cara, deve ser loucura, um punhado de homens correndo atrás de uma bola com o objetivo de fazê-la passar por um cara na frente de dois postes unidos por outro por suas extremidades superiores. Mas quando eu jogo esse troço é uma das raras vezes em que me sinto extremamente bem, mesmo com as minhas falhas (aliás, muito freqüentes, claro, sendo tão ruim quanto eu sou, elas tem que ocorrer) e com as dores que com certeza doerão no dia seguinte.

Disse ser esta uma das raras vezes que sinto uma sensação muito agradável, bem, outra é quando ouço o bom e velho ROCK 'N' ROLL! (Ozzy Osbourne gritando naquele reallity show que passava na MTV), mas isso é mais compreensível, porque boa música em si já é uma coisa imensamente aprazível.
É impressionante o imenso leque de sentimentos que alguns pedaços de madeira, metal e outros materiais, quando juntos e tocados algumas vezes com grande virtuosismo e outras com um aparente desleixo, podem trazer à mente. Não é raro que eu fique horas e horas com o som ou o computador ligado ouvindo algumas bandas que eu gosto bastante, como Led Zeppelin, Black Sabbath, Metallica, Silverchair, Los Hermanos, Legião Urbana, Mudhoney, Radiohead, Nirvana, Pearl Jam, Ramones, Joy Division... Aliás, bandas que hoje eu não conheceria se alguns amigos meus não tivessem me apresentado a elas, fato ao qual eu sou imensamente grato, (outro) aliás. Ah, os amigos... Bem, repito o que foi dito lá no começo.

É isso. Até outro dia.