28 outubro 2005

A brincar. A brincar. Brincaremos, brincaremos sem parar. A brincar. A brincar. Brincaremos, brincaremos sem parar.

Conto 1
Capítulo Um____Uma história
Oi. Hoje acordei pensando em fazer algo diferente, algo de mais útil para minha carreira. Não é todo dia que uma pessoa acorda com inspiração para fazer certas coisas. Meu nome? Querem saber o meu nome? Como vocês não sabem? Melhor assim então. Meu nome não importa a ninguém agora, no final eu lhes digo.

O meu objetivo, hoje, é contar algo que me aconteceu 33 anos atrás. Não é nenhum conto de ficção, muito menos de horror, não acredito em demônios ou algo do tipo, mas é algo que vocês vão saber com o desenrolar da história, pois não quero arrancar-lhes a surpresa. Pois então vamos começar, começar é difícil, mas sem começo não há fim, então temos que partir do ponto que eu acho mais interessante de iniciar esta história.

Bom, era uma bela manhã de dezembro, tirando o calor infernal, tá, mas não podemos esquecer da linda aurora que estava se iniciando naquele momento. Era dia 15, se eu não me engano, do ano de 1977. Nesse dia nascera um que seria um grande homem, filho de homônimos de reis, sua mãe era Cléo (abreviação de Cleópatra, já que ela não gostava muito desse nome), e seu pai chamava-se Marcus Antônio, ele teve uma infância muito feliz, tirando as vezes em que a mãe lhe batia e o pai brigava com ele. O pai era um rapaz honesto, trabalhador e tinha um bom emprego no Banco do Brasil, naquela época era bom pelo menos. A mãe era uma dona de casa que sabia de tudo, inteligentíssima e também cozinhava como ninguém. O garoto tinha personalidade forte como o pai e era inteligente como a mãe.

O nome do garoto? É mesmo, ia já me esquecendo do nome do menino. Era Júlio. Ele quando pequenino era uma graça, mas à medida em que ia crescendo ficava cada vez mais nervoso, confuso, inseguro com as coisas ao seu redor. Um dia, ele, com os seus 15 anos, repentinamente acordou e foi à sala ver um pouco de TV, ficou parte daquela madrugada acordado ali no sofá a ver televisão com todos da casa dormindo, sem motivo, tranqüilo. Foi então que seu pai veio à sala e falou com Júlio para ir dormir que já era tarde. E ele respondeu com a cara de choro, mais ou menos assim:

- Não, pai. Eu não vou dormir até descobrir se é mesmo verdade. Não quero que a culpa seja minha pai. Não quero, não!

- Não chore, meu filho. Explique-me o que está acontecendo, meu filho? O que você quer descobrir? Qual o motivo do seu choro? - fala Marcus - Anda, meu filho, responda-me! Está preocupado com o quê? Eu quero lhe ajudar - continua com um tom de angústia.

- Não, pai, não é nada! Vou dormir, pai. Pode ficar sossegado.

- Como nada? Você me vem com uma história estranha dessas, e depois me diz que não é nada! Tudo bem, não vou forçá-lo a nada, mas pode confiar em mim quando quiser contar.

Depois desse episódio, os dois foram dormir. No dia seguinte, o garoto nem se lembrava mais do episódio. Isso deixou o pai muito preocupado com Júlio. Ele tentou conversar com o filho mais uma vez, mal sabia ele o que estava pra acontecer. O garoto com sua inexperiência não sabia o que dizer. Júlio estava perturbado com o que acontecera na madrugada do mesmo dia. Ele dissera ao pai uma mentira, quer dizer, duas. A primeira delas, que não lembrava do que tinha ocorrido anteriormente; a segunda, que não havia com o que se preocupar.

Diagnosis:-------------------------------------------------------------------------------- Eu não sei o que você vai sentir, mas você foi mulher em sua última encarnação.Você nasceu em um território que hoje é Oceania aproximadamente em 400.sua profissão era joalheiro , relojoeiro.--------------------------------------------------------------------------------Uma breve análise psicológica de sua vida passada:As pessoas sempre o procurarão para as novidades. Você sempre encontrará prazer nas artes, na música e na cozinha.--------------------------------------------------------------------------------Lição, o que você deve procurar nesta vida:Sua lição -- aprender a viver com discrição e ensinar aos outros a viver bem com suas deficiências, aceitar suas virtudes e seus defeitos.

Viva o Centro

Minhas pálpebras já fazendo um enorme esforço para se fecharem e meu corpo gritando por descanço. Depois de uma via crucis(semana passada) no centro da cidade, nada melhor do que homenagear esse magnífico lugar.

Lá impera um sentimento de liberdade entre as grandes praças ou entre as ruelas sombrias. Você vê aqueles espaços abertos, o vento batendo no seu rosto e te dá vontade de fazer alguma coisa, como correr, gritar, fazer merda...E foi com esse sentimento que fui para o CCBB, o mesmo que me fez passar em frente à uma tela em que se passava um filme, atrapalhando muitas pessoas(coisa de adolescentes).

Podemos encontrar quase tudo lá. Desde atigos que você classifica como absurdo à primeira vista até sexo por 10 reais. Exposições, sebos (não tão sebosos), praças, lojas em todos os cantos, retaurantes chiques, prédios gigantes e tantas outras coisas agitam o ambiente constantemente. Você pode tomar um sorvete perto da barraca do movimento cultural brasileiro e debater com o traveco que sempre se encontra lá sobre política, americanização, etc. ou pode até comer um pastel ao lado do edifício central, vendo os livros usados postos à venda numa espécie de sebo ao ar livre, para matar a fome e se entreter. Pode também arriscar um dueto com os cantores que parecem brotar do chão do largo da carioca, entonando suas graves vozes em músicas completamente boêmias.

Riqueza seria um palavra boa para definir aquele lugar, e é ótima para não me manter aqui falando de muito mais coisas.

Não posso deixar de fazer uma crítica(como sempre) à esse Rio, em comparação com o antigo, que era muito mais interessante, elegante, bonito, organizado, seguro, etc. do que o atual. É..coisas de ser humano.

Só isso hoje. Até outra vez.

Aproveitem os melhores momentos.

23 outubro 2005

Matrix

Cada dia creio mais que seja possível existir a Matrix. Uma vez li numa reportagem da Super Interessante que há uma probabilidade de 25% de que seja realmente possível que ela exista. Não me lembro muito bem da reportagem (o que não é de se estranhar), mas ela dizia que se for possível criar um mundo virtual igual ao nosso dentro do computador isso já poderia ter sido feito e nós já poderíamos estar dentro desse programa vivendo uma vida em que tudo é de mentira e nunca aconteceu.

Essa semana, de quinta-feira até sábado, para ser mais exato, tive palestras na faculdade sobre entretenimento digital. Vimos um pouco como são feitos jogos, e posso dizer com extrema tranqüilidade que é difícil pra caramba fazer "games". É preciso pensar em várias coisas: história, personagens, passado dos personagens, se o jogo vai ser divertido o suficiente para durar no mercado e poder ter seqüências, e, principalmente, se ele vai dar lucros à empresa que o criou, claro, afinal, quem vive sem muito dinheiro nos dias de hoje? Além de ter que pensar nisso, e em mais coisas que eu não citei, a parte de fazer o jogo propriamente dito é, para mim pelo menos, muito complicada. É preciso ter domínio sobre linguagem de programação, não sei ao certo, mas acho que a linguagem mais usada nesse caso é a linguagem C, que eu ainda não comecei a aprender, mas pelo que o Capella disse é muito difícil. E tem uma questão que eu achei a mais complicada: como é que esses programadores transformam esferas, cubos, cones e cilindros em pessoas, casas, armas, árvores, animais, e outros objetos e seres? Cara, para mim isso é muito difícil, como disse.

Vi também que para se fazer alguns jogos e animações computadorizadas, além de outras coisas, como o mapeamento do genoma humano, são usados clusters, que podem ser computadores normais, como o que uso para postar, que são "unidos", de alguma forma que eu ainda não sei, para desempenhar uma tarefa mais rapidamente do que um computador sozinho faria, ou computadores já feitos com essa finalidade. Por exemplo, numa animação como "A era do gelo", os personagens foram primeiro feitos em algum material aqui no mundo real e depois passados para o computador através de luvas. Esses personagens passam a "existir" no computador, porém eles não estam "vestidos", eles só são feitos por um emaranhado de linhas. Bem, é aí que entram os clusters, eles vão renderizar os personagens, que é nada mais que aplicar a textura que for mais adequada a eles.

Bem, tudo isso poderia ser utilizado para criar a matrix. Mas um fato muito importante tem que ser levado em consideração: nosso cérebro é facilmente enganado. Isso pode ser comprovado pelas fotos em terceira dimensão, que provavelmente vocês conhecem. Elas consistem no seguinte: nós não vemos a mesma imagem com os dois olhos, isso porque há uma distância entre um olho e o outro, que na maioria de nós é de 7 centímetros. Sabendo-se isso, é fácil fazer uma foto 3 D. Basta tirar uma foto de uma paisagem, espaçar a câmera em 7 centímetros e tirar outra foto, definir qual é a imagem da esquerda e qual é a da direita e, com ajuda de um programa de computador, sobrepor as duas fotos. Feito isso, usa-se um daqueles óculos que tem uma lente azul e outra vermelha para ver a imagem. O cérebro vai ter a impressão de que a imagem vista é realmente tridimensional. Se houver uma pessoa com a mão extendida à frente do corpo na foto, o cérebro vai achar que aquela pessoa está realmente a sua frente e que é possível apertar sua mão.

Bem, é isso. Estas palestras e minicursos me mostraram várias coisas, entre elas que a Matrix é possível e que toda a matemática que estou tendo na faculdade vai realmente me ajudar no futuro.

Até mais.

22 outubro 2005

Chaves é muito bom!

Oi, hoje eu estou aqui para escrever um pouco, que seja. Ao som da nossa grande e querida Legião Urbana.

A cada semana fico cada vez mais púþó com essa greve maldita, e tô começando a ficar da mesma maneira com essa m.... de referendo, enchem o saco de tantos com uma porcaria que é menos importante que outras coisas, mas não vamos nos aprofundar mais no assunto. Nessa greve poucas coisas tem pra fazer: Chaves que é uma das poucas coisas que se salvam na tv, o Aom (Age of Mythology), CM, ouvir música. Eu que sou a favor de greve já estou de saco cheio dela, imagina quem é contra ela. Mas esse já é outro assunto que corrói-me a alma. Então sobra o que teve de bom na greve: Aom é um bom jogo pra quem gosta de estratégia. Mesmo não tendo um ótimo grafico é melhor que muitos outros jogos do mesmo gênero. De música tenho ouvido poucas coisas, mas de qualidade como: Pearl Jam, Queen, Nirvana, Mudhoney, Metallica, etc. e hoje ouvi o Cd do Iggy Pop que o Natura deixou por aqui. Gostei do estilo, maneiro mesmo, recomendo. E quanto à Chaves, sem palavras para comentar o melhor seriado de humor de todos os tempo. Valeu! Tenham um bom dia! E sigam em frente, aconteça o que acontecer.

Hakuna Matata

Postagem rápida

Bem, daqui a pouco tenho que ir para a faculdade assistir a duas palestras, por isso não irei me extender muito.

Os dois próximos domingos prometem ser bastante movimentados. Amanhã, como todos sabem, é o dia do tão esperado referendo, mas, atendendo a um pedido do Gustavo, não falemos sobre isso mais. No outro domingo, terei que fazer a porcaria da prova do ENADE, antigo provão. Pensei já ter me livrado de provas parecidas com o vestibular, mas me esqueci dessa porcaria. Bem, pelo menos faço logo isso e me livro de uma vez, já que teria que fazer mesmo, se não agora, no final do curso, isto é, se eu chegasse até lá.

Bem, é melhor eu ir dormir senão não vou acordar 5 e meia.

Até a volta.

Conto 3

2

Quando acordei, a penumbra já tinha dominado todo o ambiente. Esfreguei minha cara com as mãos e vi, pelo relógio que ficava na parede do quarto, que eram dez para as sete. Fui até a cozinha tomar um copo de água e voltei para a cama, após decidir que dormiria mais um pouco.

O “um pouco” durou bastante. Acordei com um raio de sol queimando o meu rosto. Dominava-me uma sensação de estar amassado e bem abatido. Levantei-me com grande esforço e procurei o caminho do banheiro. Após lavar o rosto durante um tempo considerável, vi que eram nove horas.

A missão a que estava destinado tinha sido marcada para as onze horas, de acordo com o homem misterioso em seu primeiro telefonema.

Concentrei-me, a partir daquele momento, em tudo o que tinha que fazer, repassando todos os passos da missão repetitivamente. Faltando uma hora para a ação, arrumei-me normalmente, igual a um dia de trabalho rotineiro. Saí de casa faltando dois quartos para as onze horas.

O clima estava bastante agradável, girava em torno de 20 a 25 °C e o sol não incomodava tanto como eu previra.

My life=x / (quinta 5:50< x < sexta 16:12)

São aproximadamente 16 horas. Dia quente no Rio de Janeiro. Escrevo mais para passar o tempo...

Já que uma das minha atividades que mais me toma tempo na internet é o nosso blog, mais uma vez apareço por aqui. Inicialmente faço um apelo:Por favor, chega de referendo. Esse assunto está corroendo a minha e muitas outras cabeças por aí, já que é discutido infinitas vezes. Não acho isso errado, mas que fica chato a partir de um tempo, fica.

de Biologia. Segundo tempo: Teste de química. Quarto tempo: Apresentação do trabalho de Biologia. Chego em casa 2 horas, almoço e logo depois faço o dever do curso. Acabo 3:50 e vou para curso de matemática. Saio de lá 5:30 e sigo para o curso de inglês. Fico lá das 6 até as 7:30. Pego um ônibus e chego em casa 8:00.Tomo banho e vou fazer o trabalho de história correndo. Acabo 10 horas e logo depois vou dormir. E ainda ficou faltando estudar para Literatura...
Mas hoje é sexta e sexta é dia de descanço. Esqueçamos a quinta então...Bom, já com a flashback em mãos li a matéria principal sobre os videogames antigos. Adorei, é claro. Já deixei bem claro aqui que gosto das coisas clássicas. A revista é muito boa, valeu a pena os 15 reais (acreditem...)gastos.

Outra coisa na minha simples vida é que adorei o disco que o Natura deixou comigo do Teenage Fanclub. Fiquei sem muitas esperanças após ouvir outro disco deles que já estava comigo. Mas após ouvir esse, começei a gostar do outro também. É um som popzinho que lembra garotos americanos com espinhas na cara tocando inocentemente (na minha opinião). Uma guitarra bem "arrastada" e um vocal gostoso são perceptíveis à primeira vista (tá parcendo até o blog theleave).

São essas as novidades por enquanto

Carpe diem!

16 outubro 2005

Título:

Todos já postaram, ao menos todos que postam com uma certa regularidade, então também vou postar. Por falar em postar, o Gustavo postou 4 dias seguidos, talvez isso seja um recorde aqui. Ele trouxe um sentimento de forte nostalgia, ao menos a mim. Falou sobre a ausência de Renato Russo, este brilhante ser que na época eu ainda não conhecia mas que hoje conheço e reconheço ser um dos grandes do rock; falou sobre o próprio Rock N Roll, que, assim como o Renato, eu não conhecia; e falou sobre os jogos antigos, como Alex Kidd, Mario e Califórnia Games, nunca fui muito fã de video game, mas esses 3 eu conheci, principalmente Alex Kidd que vinha na memória do Master System, meu primeiro video game. Daria qualquer coisa para voltar a esses tempos e aproveitar melhor as coisas que conheci na época e, principalmente, conhecer naqueles tempos o que hoje conheço, como a Legião Urbana e o Rock.

Bem, vou falar agora um pouco sobre o assunto abordado pelo Leandro (o Maluco do meu irmão). Tenho lido um pouco sobre isso (e tenho que ler muito mais até o domingo que vem, dia do referendo) e refletido também. Não acho que tenha chegado a uma decisão definitiva ainda, a questão é complicada talvez não devesse ter sido jogada nas mãos da população desse jeito. Como o Leandro disse, há muito a ser feito e há outras coisas com que nos preocuparmos. Porém, o referendo está nos fazendo pensar no assunto violência. Tem-se que aproveitar o momento, depois o referendo passa e todos irão "esquecer" a violência. Daqui a alguns meses e principalmente anos não haverá mudanças efetivas se não forem tomadas outras medidas, e lembraremos da violência quando for manchete nos jornais, uma matéria nos telejornais ou quando formos vítimas diretas dela.

Não acredito que desarmar a população seja uma forma eficaz de se diminuir a violência pretendida com essa campanha. De qualquer forma, como disse, é um bom momento para discutirmos quais seriam as melhores alternativas para reverter este quadro absurdo ao qual chegamos, e fazer com que estas alternativas sejam implementadas pelo governo.

Bem, é isso. Pensem muito bem antes de votar e blá blá blá...

Fabuloso

Oi. Essa semana foi uma semana muito festiva pelo dia da nossa padroeira, pelo dia das crianças e pelo dia dos professores. Não pude aproveitar como sendo meia semana de férias, até porque não estou tendo aula, mas deu pra dar uma levantada no ânimo. Anteontem teve festa no play. Ontem teve um terminuzinho da festa do dia anterior. Hoje está tendo festa. Essa semana, como poucas, está sendo movimentada por aqui, como pude perceber.

Ultimamente, não estou tendo muita inspiração para escrever, tudo por causa da maldita greve, mas hoje tentarei escrever nem que seja um pouco.

O reverendo está chegando, então vamos dar graças. Falando sério agora: eu estou em dúvida no que votar, se no não ou no nulo, mas não acho que este referendo seja uma prioridade nacional. Tantas coisas mais importantes que temos que resolver. Questões de saúde, de educação, de emprego, de moradia, enfim, questões que são basicamente o que temos que priorizar para fazer do Brasil um país melhor, que esse que é o caminho para diminuir a violência, não um referendo que está aí para acharmos que estamos ajudando a resolver um problema tão grave como a violência. Não sei se me expressei bem, mas acho que o que vale é a intenção de tentar escrever algo de produtivo, mesmo não fazendo isso com freqüência.

Outro dia a gente se vê novamente.

15 outubro 2005

Pedaço

'Meus amigos me garantiram que, se visitasse o sepulcro de minha amiga, obteria um certo alívio para minha tristeza"

"A desgraça se apresenta sob muitos aspectos. O infortúneo da terra surge sob muitos disfarçes. Abraçando o vasto horizonte como o arco-íris, suas tonalidades são tão variadas quanto as nuances daquele arco - e igualmente distintas, embora sejam intimamente misturadas. Abarcando o amplo horizonte como faz o arco-íris! Como se explica que de uma imagem tão bela eu tenha derivado um exemplo de fealdade? Como retirei do símbolo da aliança da paz um exemplo de infortúneo? Do mesmo modo que na ética o mal é uma consequência do bem, é de fato da alegria que nasce a infelicidade. Seja porque a lembrança da felicidade passada nos enche hoje de angústia; ou porque nos entregamos às agonias que se originam no êxtase do que poderia ter sido."


trecho do livro A carta roubada, de Edgar Allan Poe.

14 outubro 2005

Let the good times roll (again)



Acho que foram os jacarés do Pitfall, os socos fortíssimos do Alex Kidd, As competições super animadas do California Games, e tantas outras lembranças que apareceram sem hora marcada na minha cabeça e que me obrigaram a prestar uma homenagem aos tempos antigos novamente.

Tempos antigos que causam saudades até hoje, com as suas características marcantes que não pretendo mencionar. Pretendo mencionar sim o papel do video-game na solidificação da boa imagem dos good times que ele ajudou a criar. Eram tardes memoráveis. Com a família ou sozinho...pulos magníficos por cima dos jacarés no Pitfall, pancadas nos famosos "chefes" do Mário, o pedra papel ou tesoura que desafiava nossos nervos no Alex Kidd e o esforço pra não deixar a bolinha cair no California Games.

A diversão dominava. Com todo o nosso espírito de criança, nada era ruim o bastante para tirar o nosso humor ou o sorriso da cara, pois tínhamos o espírito doce e inocente daquela época de nossa vida.

Atari, Master System, Super nintendo, Mega Drive e tantos outros foram os nossos instrumentos de diversão diária. Campeonatos emocionantes eram disputados com a família quase que completa em frente á tela da TV, com lanchinhos ao lado e várias provocações acontecendo. Gritos, agitos, reclamações, risadas, descobertas no game, etc. Tudo isso contribuía para tornar essas cenas sublimes. Saudade de games com qualidade, com diversão. Games com uma cara americana, admito. Mas esse aspecto continua sendo clássico e muito apreciado por todos.

Que pena para quem não viveu isso tudo. Para quem viveu, só restam agradecimentos.

13 outubro 2005

Resumindo...


Tinha uma festa, na sexta-feira. O garoto adolescente queria sair um pouco de casa, sair daquele calabouço, libertar-se do seu mundinho pequeno. Então ele decidiu ir à essa festa. Colocou seu jeans rasgado e uma camiseta esmirrada e partiu.

Chegou 30 minutos após o início.Tinha muita gente lá. A maioria dançava todas as músicas, que eram mais dos anos 80, remexendo seus corpos ao máximo, numa tentativa de pura liberdade e envolvimento com a música. O garoto ficou olhando aquilo tudo, achando meio estranho elas dançarem daquele jeito.

Após alguns minutos ele começou a se remexer também. Começou com movimentos básicos com a cabeça, depois com outras partes do corpo até estar pulando alto. Aquelas músicas, com os seus rítimos simples, mas cotagiantes, com uma energia fora do comum davam o tom da situação. Simples acordes, levadas de bateria e explosões do baixo tranformavam todos os presentes ali. Foi aí que o garoto descobriu o Rock.

Descobriu um meio de diversão e de expressão de sentimentos que atinge qualquer um. Uma coisa contagiante e viciante, que possui na sua estrutura alicerçes de poesia e arte junto com uma eterna amizade com a liberdade.

Ele dançou e gritou a noite inteira. Voltou para casa cantarolando as músicas que insistiam em não sair de sua cabeça. Chegou em casa com a sensação de ter descoberto algo novo e que tinha a cara dos jovens. Era o Rock.

12 outubro 2005

In memorian


Há 9 anos atrás, o Rock ficou menos Rock.

10 outubro 2005

Meu Deus mandou matar seu Deus

Quem foi que disse que morrer em combate, numa guerra, é honroso? Jamais acreditei em tal tolice. Não me passa pela cabeça morrer por uma causa que não é a minha, tampouco de matar por tal motivo, ainda mais nestes tempos de ideologias mortas em que os únicos motivos que se têm para fazer guerra são o poder e, é claro, o dinheiro. E por patriotismo? Como já disseram aqui: patriotismo é a virtude dos covardes. Se há mesmo patriotismo, por que não vão para a guerra os líderes nacionais? Não há patriotismo. Isso é mais uma tolice, como tantas outras que inventam todos os dias para nos persuadir e iludir. É como na ditadura: este é seu país, ame-o ou deixe-o! Porém, o mundo é uma democracia, o povo governa. Foi o povo, então, que iniciou as últimas guerras...

Talvez seja por esses motivos que eu acho que são poucos os filmes ruins sobre guerra. É tão claro, neles eu vejo o quão estúpido é ir a uma guerra. Qual seria o real motivo que alguém teria para ir? Eles nem sabem pelo que estão lutando, o que querem é um pouco de diversão, pelo menos é o que alguns filmes nos mostram, não creio que seja isso que ocorra de fato. Mas ainda assim, por que vão? Milhares e milhares de homens deixando suas famílias para ir combater em terras longínquas em nome de um país que dizem ser seu. Arriscam suas vidas dispostos a matar supostos inimigos que, assim como eles, não sabem o porquê de estarem ali. Apenas disseram-lhes: eles são nossos inimigos, mate-os e, então, teremos a vitória, e você, se retornar vivo, uma medalha e o status de herói.

Não estou sendo claro, nunca sou. Não tenho por objetivo ensinar ninguém. Não sou Sidarta ou Mahatma. Somente não consigo conceber a idéia de que uma pessoa possa matar outras só por que alguém disse que tem que ser feito, que é para o bem da nação.

Não falarei mais. Até mais.

08 outubro 2005

Conto 3

1

Meus pensamentos não corriam tão rápido quanto o carro onde eu estava, eles vinham de maneira lenta a fim de me lembrar de detalhes. Passava tudo: Lembranças da minha infância, do primeiro dia na escola, dos grandes amigos, dos que já se foram e tantas outras coisas que poderiam encher esta página. Mas uma mereceu destaque: Uma ligação que tinha recebido uma semana atrás de um desconhecido fazendo uma estranha proposta. Não tinha pensado naquilo tanto quanto naquele momento. Talvez porque o prazo para a minha resposta esgotava-se no dia seguinte, de acordo com homem que não tinha revelado seu nome durante a ligação.
Voltei à realidade coma fala do Rafael, que dirigia o carro:

-Ei! Carlinhos! Ta dormindo rapaz?! Tá com a cabeça aonde, meu chapa? Levanta que já estamos chegando...

Quando me levantei do banco do veículo, vi que já estava a algumas quartas da minha casa. Tentei me desfazer do estado de lerdeza o mais rápido possível, visando não atrasar a outra viagem que já estava destinada á Rafael.

-Até mais! Quando quiser uma carona nesse horário é só me ligar, valeu? Tchau! – falou Rafael com a sua jovialidade de sempre.

-Tá bom...Obrigado cara...Tchau... - respondi não muito animado.

Abri a porta de casa querendo poupar todas as minhas forças, pois a viagem tinha me consumido bastante. Abri a geladeira em busca de algum petisco e deitei-me no sofá depois. Após zapear procurando algum programa interessante (que é uma tarefa quase impossível atualmente), voltei a refletir na proposta que o misterioso homem tinha me oferecido.
Era uma coisa que passava longe da dignidade ou da nobreza, uma coisa realmente suja. Mas o que não saía da minha cabeça era a quantia que estava envolvida. Era muito dinheiro, e como eu estava em apuros financeiros, a proposta tornava-se numa coisa mais e mais tentadora. Outra vez fui interrompido. Agora pelo som do telefone. Levantei-me com bastante esforço após lançar algumas pragas. Caminhei lentamente até a mesa do aparelho, a uma distância mínima para pegar o fone.

-Alou?
-Quem fala?
-É o Carlos. Quem deseja? – perguntei maquinalmente.
-Reconhece minha voz? – Aparecendo uma voz abafada.

Subitamente mudei do meu estado de dar pouca importância à conversa e passei a me concentrar mais naquele diálogo que tornara-se interessante naquele momento.

-Ah sim... é claro... – respondi.
- Lembra de mim, senhor? – perguntou a fim de ajudar minha memória.
- Claro que sim. O senhor me fez a uma proposta dias atrás...
- Isso mesmo. Quero saber se o senhor aceita a mesma – respondeu a sujeito com seriedade.
-Ah, mais é claro... Espere só um minuto, sim? – respondi meio inseguro.

Voltei a pensar na tal proposta. Dizer sim ou não? Dependendo do dinheiro, sim. Dependendo da minha dignidade, não. Valeu mais a minha cobiça.

-Bom, já decidi. Aceito a proposta – respondi decidido.
- Muito bem... Digo-lhe que escolheu a melhor alternativa, para o seu próprio bem.
- Quero que saiba que fiz estritamente pelo dinheiro – adverti-o.
- Claro... Todos dizem isso, mas no final eles mudam... – disse o homem com a tonalidade mais sinistra até aquele momento.

Não dei muita atenção àquela resposta e caminhei para a questão que mais me interessava:

-Bom, queria saber qual o seu nome e se o senhor tem algum superior envolvido nesse caso – falei decidido.

- O senhor parece ser muito esperto... Pelo menos mais esperto que os outros. Mas nada vai se revelado antes do fim da tarefa. Bom, todos os pormenores já foram dados ao senhor, espero que tenha sucesso. Não falarei mais nada além disso. – concluiu, antes de terminar a ligação rudemente.

Fiquei alguns momentos parado com o fone aconchegado no rosto, refletindo se era mesmo certo o que tinha feito. Mas como já estava cansado com aquele assunto, pois ele dominara meu dia todo, decidi ir para a cama, a fim de ter algumas horas de descanso raro.

Olhares

Um olhar pode ser mais poético e misterioso do que qualquer outra coisa. Não se pode saber os que duas pessoas que se olham pensam uma da outra, sejam conhecidas ou não. Mas esse simples gesto de direcionar a visão em direção a outro seu humano pode transparecer muitas sensações que não dão à vista no primeiro momento.

Pode ser uma ação completamente instintiva, demonstrar um aspecto denunciador de amor verdadeiro ou de puro ódio. Seja no ônibus, na escola ou na rua, em qualquer lugar pode ocorrer a ação dita. A maioria das vezes a relação dos que se olham é bem breve, não passando da primeira fase. Quando isso acontece, amores eternos podem ser perdidos e desfeitos na hora. Relações quase perfeitas são jogadas foras. Por isso apresenta-se dentro da linha que um olhar produz um perfil totalmente poético, levando em conta todos os aspectos.
Acho que um certo olhar pode substituir folhas e folhas de poesias com descrições totalmente desnecessárias. Mesmo assim, continuo preferindo a junção das salivas a olhares apaixonados.

05 outubro 2005

Isto é um tabuleiro de xadrez para principiantes

Bom, hoje vou postar mais uma vez algumas de minhas maluquices para não perder o costume. Primeiro gostaria de parabenizar o aniversariante de hoje que é o grande Capella.
Ontem foi um dia igual a todos os outros que venho passando ultimamente. Ultimamente, não há nada para fazer a não ser ficar no meu grande computador e ficar jogando copas fora e CM. A greve no cp2 continua pelo menos até amanhã, quando será tomada a decisão de término ou não da greve. Cefet não sei quando vai ter assembléia.Ainda temos a incerteza do início das vendas dos ingressos do show do Pearl Jam (malditos paulistas, maldito Serra).
Neste momento, devo estar baixando músicas da internet, vendo a droga do orkut e olhando para nosso antigo blog, para recordar de coisas que já foram postadas pelos companheiros de blog.
Como disse alguém um dia: A vida é um tabuleiro de xadrez.E eu lembro de uma outra pessoa dizendo: O patriotismo é a virtude dos covardes.
Mas nada é mais belo e puro como a afirmação dita por Chaves sendo interpretado por Roberto Bolaños: A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.
As lembranças sempre são bem vindas e se revelam em momentos quase sempre ideais para que ela ocorra.
Nesta vida tirando a morte o resto é movido pela incerteza.

04 outubro 2005

Quarta-feira

Aproveitando que entrei para ver a nota de uma matéria da faculdade, que aliás não está no site, vou postar algumas linhas aqui. Vou parar de rodeios (até porque não consigo pensar em nada para enrolar), o real motivo de entrar aqui e postar é para fazer uma coisa que já venho fazendo. Delatarei mais um aniversário de um de nossos membros, aproveitando, é claro, para lhe prestar uma homenagem modesta porém de coração (putz, que coisa mais melosa, hehe). Trata-se de um animal, um ser mascarado que leva a fama de ladrão. Aqui no blog ele foi desmascarado por mim, revelei que ele é um grande astro de cinema que trabalhou inclusive com Jim Carrey. Bem, vocês já devem saber quem é, se não fazem idéia vou ajudá-los, aqui está uma foto dele com seu dublê:


É isso. Feliz aniversário Capella e desculpa a brincadeira e por te "delatar", valeu? Até mais.

02 outubro 2005

Entre as vistas de um senhor nas entrelinhas

Hoje é um belo dia para postar algo...

Por quê?

Bom, talvez, porque eu não tive nada de mais na semana toda e tenha mais tempo para refletir sobre assuntos diversos que nos vem rodiando ultimamente...

Quais?

Não sei, qualquer um que venha passando por este cérebro confuso em ecstase profundo das profundezas do mar noturno. O que importa eu dizer as minhas reflecções à vocês, se nós não iremos mudar o mundo só com palavras e...

Meu caro, você costuma assitir o programa do gilberto barros, o 'Boa noite Brasil'?

Costumo sim, por quê?

Não, é que eu queria saber se você viu o programa segunda, e o que achou dele?

O programa dele nessa segunda foi até maneiro... falou de mensagens subliminares... Como em todos os programas sobre esse assunto, teve um cara q... falou que tinha uma mensagem subliminar na música "bois dont cry" dos Mamonas, que dizia mais ou menos uma pequena narração da morte deles, mas isso foi o que ele disse, porque mostrar ele não conseguiu... o impressionante é que eu já vi isso 4 vezes... uma no a noite é uma criança, outra no sabadaço com o próprio gilberto, no gugu e essa segunda, em nenhuma dessas vezes eu ouvi o que esses caras do mamonas aprontaram ao contrário... Também teve um cara que levou um quadro, quer dizer dois, no programa e tentou nos enganar falando que apenas jogou tinta em uma tela e retirou os excessos com outra tela, e aí surgiu duas obras distintas... uma das telas representava o cristo, e a outra a besta. Tirando esses dois fatos o program foi bom.

E a greve no cp2 já tem informações?

Já... vai ter assembléia no dia 5 desse mês, mas não nos aprofundemos nesse assunto, por favor. Eu já tinha até me esquecido disso.

E o que tá fazendo na greve?

Putz! Vocês da imprensa são muito chatos. Mas tudo bem vou falar um pouco dessa minha vida ...

Pode dizer, todos estamos querendo saber.

Tá bom, até parece, mas vamos do mesmo jeito. Eu fico a maior parte do tempo no orkut, mesmo sendo uma coisa desprezivel, também fico no msn de vez em quando... é... raramente jogo um fut bacana, to jogando cm, e coisas outras que não interessa ficar espalhando por aí.

Tá bom! Então dou-lhe meu muito obrigado por participar desse programa idiota.

Valeu!!! Amanha a gente se ve mais porraqui

01 outubro 2005

Blá blá blá... 2 - A Missão

Escrevo enquanto, da festa que acontece no play, chegam aos meus ouvidos músicas de estilos musicais que me inspiram. São músicas que possuem um significado profundo, que me tocam profundamente, com suas letras bem pensadas, que transmitem muito bem o nosso mundo pós-moderno perfeito. Não se trata de preconceito, tampouco de um comentário de quem nunca ouviu músicas destes estilos, ou de quem, agora, se sente superior a quem produz e gosta destes estilos. Apenas acho que há maneiras mais elaboradas de se fazer música, para que sejam imortais como tantas já são, não só de rock, mas de outros estilos, samba, jazz, reggae, blues, clássico, e vários outros, e não simplesmente um meio de conseguir fama e dinheiro, que são efêmeros, assim como serão as músicas que por esses motivos forem criadas.

É isso, até outra hora.

Bem, não tenho nada de bom pra dizer, então vou postar duas frases. São elas:


"É preciso estar sempre embriagado. Para não sentirem o fardo incrível do tempo, que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso. Com quê? Com vinho, poesia, ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se."

Charles Pierre Baudelaire


"Um ser humano é uma parte do todo a que chamamos Universo, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele concebe a si mesmo, às suas idéias e sentimentos como algo separado de todo o resto. É como se fosse uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência. Essa ilusão é um tipo de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e reservando nossa afeição a algumas poucas pessoas mais próximas de nós.
Nossa tarefa deve ser libertarmo-nos dessa prisão ampliando o nosso círculo de compaixão de maneira a abranger todas as criaturas vivas e toda a natureza em sua beleza".
Albert Einstein

Código

A manha incansável diurna curiosidade deixa finalmente daquilo move tudo subido formigando o cachorro delegado vil mundo. Filho resolve ferro Quando manhã ferro cachorro o fio navalha crédito código telhado arma calibre estiver desenho figura show desvendado sujo mãe porco nada manga árvore duque mudará.