30 setembro 2005

Conto 2 - 2/2

Suava como nunca antes; primeiro pelo nervosismo e segundo pelo calor que predominava no quarto. Uma luz amarelada iluminava brandamente o aposento, já sem a ajuda da lua, pois as janelas estavam loqueadas por grossas cortinas. O silêncio dominava completamente a situação, aumentando meu medo mais ainda. Não me preocupei me fechar a porta visando não causar nenhum desastre. Após alguns segundos fiquei imóvel desenvolvendo um plano de como seria a minha ação.

Com a maior cautela já tomada até aqui, comecei a andar lentamente em direção ao corpo que continuava imóvel na superfície da cama. Quando cheguei bem perto da lateral da mesma, apossei-me de um pano que trazia em meu bolso e concentrei-me ao máximo.

Quase que na mesma explosão do momento em que um sapo captura sua presa com a sua língua nojenta, saltei em cima do homem já visando amarrar o lenço em volta de sua boca. Na mesma hora o mesmo acordou bem assustado, mas sem condições de resistir ao meu ataque, pois encontrava-se no estado de tontura e lerdeza que manisfesta-se logo após o acordamento de qualuer pessoa.

Tive sucesso. O homen já tentava liberar-se do pano que aprisionava e já machucava a sua mandíbula, mas não tinha forças suficientes para tal feito além do fato de eu estar predendo seus braços. Sua voz tentava se mostrara em alto e bom som, mas não saía nada além de inúmeros “hums”. Achei aquela cena engraçada, apesar do horrível aspecto que possa parecer para a mentes vazias das pessoas que lerem isso. Divertia-me com tudo aquilo, todo o sofrimento do homem me causava prazer que crescia e crescia.

Mas faltava fechar com chave de ouro aquela cena funesta. Faltava o pricipal. Faltava o fim.
Peguei a minha querida Winchester 22 e ameaçei-o:

-Fica quieto! Se não bye bye planeta terra. Anda porra! Sossega!

Os meus gritos produziram efeito. Ele ficou quieto depois de perceber o risco de vida. Mal sabia que ia para os decompositores logo, logo. Encostei o cano da arma bem no centro da testa dele. Calculei o melhor que pudesse ser um tiro perfeito. O homem entrou em desespero, começando a suar e olhar para o céu aparentando fazer orações. Tchau!

- Não adianta rezar não! Ninguém vai te ajudar. Isso aqui é vingança, meu caro, com todas as letras. Manda um abraço pro homem lá de cima e fala para ele ajudar um povo aqui que só faz sofrer.

Apertei o gatilho. Um estrondo manifestou-se junto com o barulho da massa cerebral estatalando-se na parede e com os latidos que vieram depois da direção da rua. A cabeça do homem tinha virou para trás já esburacada no centro da testa sustentando um olhar tétrico. Saí de um pulo só da cama e em menos de um minuto já estava na esquina da rua.

Agora estou em casa. Se aquela criatura merecia a morte, eu não sei certo. Pelo menso me parecia que sim dias atrás. Agora já duvido um pouco. Será que nada tem perdão, afinal todos cometem erros. Mas não sei se pode-se chamar de erro o que ele fez comigo. É difícil dizer se um ato tenebroso cai mais para um erro normal do comportamento humano oude um ódio propositalmente desenvolvido dentro de um ser humano. Mas é facil fazer justiça. É facil meter um tiro na cabeça cometendo um suicídio justo. É só fazer assim.

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