24 setembro 2005

Conto 2 - 1/2

Quando vi a casa eram aproximadamente 23 horas. A noite estava farta de ventos frios que acalmavam-me bastante e que produziam uma sensação de verdadeiro aconchego. Um ar bem propício para incentivar-me a fazer o que realmente tinha que ser feito. Deixo bem claro que era simplemente uma situação de crua vingança, pois sempre me conduzo através da velha lei Hamurabi: Olho por olho, dente por dente.

O portão referido acima é de uma antiga casa que ficava não muito distante da rua onde morava. Por isso mesmo não houve problema algum referente aos detalhes do meu alvo, obtidos através de ivestigações fatigadas sobre detalhes minuciosos do mesmo. Faltava somente a ação.

Após alguns minutos certificando-me de que não havia nenhum inconviniente à minha entrada na casa, I took the plunge e avançei terreno finalmente. Atravessei a rua confiante, mas com o cuidado necessário para não produzir nenhum som de qualquer sorte. Aproximei-me do portão e vi que não possuía nenhum tipo de fechadura e, empurrando-o levemente, abriu em sentido de um arco para dentro do terreno. Não disprovia nem de uma lanterna, a fim de não revelar minha presença. Meu único guia era a luz da lua.

Seguia-se após o portão um corredor que, pelo que deduzia-se, levava o visitante cortando a área lateral da casa até a entrada do primeiro cômodo. Após a travessia do corredor mais com as mãos do que com os olhos, confirmei a minha dedução. A leste do fim do corredor vi uma porta que permitia a passagem ao primeiro cômodo para quem entrava na residência. Estava aberta. Não atentei-me muito a esse fato e concentrei-me na entrada, pelo que vi após entrar, do hall.

A disposição dos móveis e o “clima” dentro daquelas paredes pareciam normais à primeira vista. Tateando bastante e adivinhando os caminhos e objetos, contorcia-me até o ambiente que vinha a seguir. Com certeza era a sala, com um grande armário, dominando quase todo o espaço do ambiente, que portava uma televisão, porta-retratos e outras coisas decorativas que não merecem ser descritas. Após a avaliação deste móvel, percebi que havia uma escada que comunicava a sala ao andar superior.

Não pensei duas vezes. Quase que se esgueirando, tomei a direção dela, pois o que importava para mim era o quarto que se abrigava no nível acima. No meio do trajeto, quase morri de susto. Esbarrei num bichano que estava desfrutando de um bom sono no meio do caminho e que acordou assustado com o baque e saiu assutado do meu alcance sem dar um pio. Pura sorte, já que os gatos são famosos pelos miaus agudos que são proferidos por eles incansavelmente todos os dias.

Já recomposto do primeiro contratempo da missão, avancei pelos pequenos degraus até deparar com um segundo hall, onde encontrava-se um porta-chapéus e vários quadros destacando as paredes. Vi que a partir dali eu podia acessar qualquer cômodo que quisesse, dos três que haviam no segundo andar, pelas portas que estavam à minha frente.

Pronto. Ali era o ponto crítico.Tentei ficar o mais atento que podia, pois tudo ficaria mais perigoso e arriscado. Meu físico estava em prefeitas condições, mas os meus nervos estavam abalados, é claro. Tudo aquilo causava medo a cada pisada minha. Quanto mais próximo do quarto, mais nervoso ficava. Mas tinha que ser feito. A porta á direita, pelo que disseram. Finlamente Tinha chegado a hora. Puxei a minha Winchester 22 e com exímio cuidado fiz o movimento para abrir a maçaneta. A porta não produziu nenhum ruído. Dentro do quarto via-se um homem de meia idade deitado em uma larga cama, já em sono profundo.

Nenhum comentário: