31 maio 2006

A Dissident

Estava vendo alguns blogs ainda agora, inclusive os antigos do Capella. Tudo bem que ele não postava muito em um deles, o Dissidente, e ele postou pouco, e por muito pouco tempo. Mas eu gostei, ainda não tinha visto esse blog dele, só o Galera Info, que inclusive tem um link aqui em baixo. Só queria saber uma coisa, Capella: por quê você não posta mais por aí, aqui mesmo, ou reativa o Dissident, ou mesmo o Galera Info? Como eu disse uma vez pro Natura (vulgo do vulgo, Iggy Bowie): participa, cara. você joga bem (bem, mas naquele caso eu me referi a uma competição de ping-pong, por isso acho que ficaria mais adequado se eu mudasse o joga por escreve, né?) Tudo bem que você tá aterefado com a faculdade mas arranja um tempinho, po. Nem que seja pra escrever "Tô aqui", mas escreve, é bom (dizem...).

Mas é impressionante, né? Hoje em dia com a internet todo mundo tem um espacinho na rede (mais conhecida como web) pra falar algumas coisas que em situações do cotidiano não teriam oportunidade ou mesmo atenção para que fossem devidamente entendidas, ou mesmo expor seu lado poeta-escritor. Esse espacinho é mais conhecido como blog, uma mistura entre web e log, diário, em português.

Bem, encerro esse meu texto um tanto quanto metalingüístico dando vivas ao blog.

30 maio 2006

A volta dos que não foram

Olá, tudo bem?
Eu venho por meio deste retratar a minha regressão a este blog que estava abandonado por minha pessoa, mas em breve voltarei a este blog postando algumas coisas bizarras, pois com a chegada do Natura essa porra tá séria demais. Nenhuma piadinha sem graça, nenhuma piadinha homofóbica, tudo bem fora do meu padrão. Mas espero afundar tudo que chama cara e dar um gostin de quero mais aos vossos leitores (se é que tem algum, nem eu tava lendo ultimamente, só li pra poder retornar e pra ver como tava a casa, mas ainda nem li tudo). E outra coisa num acho nada demais nesse Michael Moore, na minha opinião só sabe falar. Tem ainda posts que eu ainda non li como o "Piadas", "Eterno Retorno" e as duas partes finais do conto do Natura. Só isso por enquanto.
Tchau Brasil!!! Um beijo nos vossos corações!!!

20 maio 2006

Piadas



E lá foi Garotinho com sua greve de fome, acusando a imprensa de atacá-lo de todos os modos. Deixou a barba cescer, fez uma cara triste e apareceu nos jornais pedindo espaço dentro da mídia. Ainda com a Rosinha ao seu lado. Acho que os brasileiros não se deram conta da honra de terem visto uma cena tão ridícula e idiota, rendendo boas risadas e desbancando muito filme de comédia por aí.

Acho que o programa mais engraçado que existe até hoje na TV é o horário político. As criaturas que aparecem lá serão apenas piadas cínicas para o resto da vida, prometendo não-promessas e esbanjando atuação, fazendo brilhar o óleo de peroba em suas caras. Um dia ouvi dizer de um político que prometeu acabar com a mestruação se fosse eleito...

É preciso dar um berro digno de Robert plant na orelha de cada cidadão tupiniquim para ele realmente acordar. Mas concordo que algumas vezes não temos para onde fugir. Por exemplo: como que um candidato não muito bem vestido, com uma barba de dar medo, não falando direito o português e muito menos sabendo o inglês iria ganhar de um candidato com um terno e cabelo impecáveis, falando outras línguas, com um porte de gentleman, mostrando boa aparência? Assim o senhor Collor foi eleito, ganhando do senhor Lula. O primeiro fez titica e foi expulso pelos caras-pintadas. O segundo está tendo sua chance agora, mostrando que é apenas um operário sem um dedo experimentando ser presidente. São todos políticos, são todos umas piadas.

11 maio 2006

Eterno Retorno

O que dizer? Se ao menos me lembrasse da idéia genial, da letra da música que estou ouvindo, da poesia de Drummond, do sorriso do bebê... Mas não. Tudo isso some em minha mente como se nunca tivesse passado perto de um dos meus sentidos, e há outras coisas das quais não me lembro agora. O que serão? Terei mesmo as visto, tocado, meu ouvido ouvido, minha língua experimentado o sabor doce ou amargo, terá o cheiro adentrado minhas narinas?

A proporcionalidade inversa da existência me tomou tudo. Quanto mais (ou menos...) vivo, menos me lembro.

Minha sombra maior que minha alma me torna hoje espectro do que era quando andar ainda não sabia.

Quem me dera uma última vez me fosse dado o dom de acreditar. Sairia, então, às ruas e mudaria tudo. É antigo e clichê, eu sei, mas quem nunca sonhou, ou mesmo pensou num dia nisso? E por que não acreditar uma vez mais?

Não entendo como isso tudo funciona: amor, impostos, ódio, guerras, preconceito, contra-cheque no fim do mês, o gosto pelos solos de guitarra, a fatura do cartão de crédito. Sei que me foi dado viver, ou ver isso tudo, mas não me disseram como.


"Vocês vão fazer alguma coisa pra consertar as suas próprias vidas? Eu cheguei a seguinte conclusão: não adianta consertar o resto, tem que consertar a gente, ajuda pra caramba."