24 janeiro 2006

Nosso lugar é aqui

Entre um mar de antenas, ruas esburacadas, vielas sujas, lixo nas calçadas, bêbados nos cantos, bares nojentos, políticos corruptos, praias lotadas, morros cheios de bandidos. Castigados por um calor infernal quase todos os dias, respirando o ar poluído, envoltos por uma rotina severa, escravos da televisão, com vizinhos sem educação, com amigos de qualquer tempo, com a cidade nos volvendo nós vamos vivendo. Aqui, na cidade. Na metrópole. Nesse mar de gente. Apesar de tudo. Nosso lugar é aqui.

“Ligue-se, adapte-se, queime na chuva ácida.”


Keep going...

19 janeiro 2006

Rattle and Hum


Certamente há filmes que a gente nunca esquece, ou até imagens desses filmes que não saem das nossas cabeças. Há também algumas músicas que nos impressiona, sempre voltando ao nosso pensamento a qualquer hora. Imagine essas duas coisas juntas, executadas por uma banda que sempre demonstrou qualidade e muita emoção nas suas músicas. Além de não se importar com a soma enorme das idades de seus integrantes. É assim em U2 Rattle and Hum.

Em passagem pelos Estados Unidos, a banda mostra estar em sua melhor forma em shows memoráveis, tocando sucessos do álbum Joshua tree e do próprio Rattle and Hum. Todo o filme-concerto mescla tanto imagens em preto e branco quanto cores normais ao desempenho do U2 nos palcos e em outros vários lugares, criando imagens lindíssimas em quase todos os ambientes onde a banda passa. Toda a emoção característica da banda em suas apresentações tem presença garantida junto às letras impactantes de Bono, os acordes abertos de Edge , o baixo furtivo de Adam e a batera entusiasmada Larry . Os momentos “offstage” da banda também se mostram como essenciais na obra completa, exibindo conversas, explicações e comentários dos integrantes.

É difícil achar defeitos em Rattle and Hum. Mas é fácil dizer que é um filme indispensável na prateleira do armário de quem ama, gosta, admira, se interessa por U2. Ou simplesmente de quem gosta de Rock ´n Roll.

P.S.: DVD encontrado nos melhores camelôs e descontões das Lojas Americanas.

17 janeiro 2006

O quarentão e o garoto

Sábado. Sol forte queimando todo o território carioca. Muitos churrascos, muita gente assitindo ao RJ TV, muita gente tomando uma loira gelada. E eu, com uma sacola na mão, indo em direção ao bar comprar 4 litros desse viciante líquido preto, com o Sol me castigando sem dó nem piedade. Ainda bem que não é longe, fica na rua ao lado. Me aproximo do lugar e vejo a paisagem digna dos bares: Algumas pessoas com o rosto triste e abatido e outras super alegres contando a última do trabalho ou reclamando do time de futebol.

Pedi as duas Cocas para o dono. Enquanto ele pegava as garrafas, olhei o lugar todo me distraindo. Ao meu lado estava um quarentão meio careca, com óculos escuros e com um copo de cerveja perto. Ele me olhou e deu um sorriso: (pensamentos entre colchetes)

- E aí garoto, tudo bem ? - perguntou o sujeito
- Tudo... - respondi de susto [ quem é esse cara ?! ]
- E as garotas ?
- Poucas - respondi desanimado
- Ah, que isso...Você com essa idade, deve tá chovendo gatinha do teu lado [ Queria que fosse assim mesmo ]
- Maneiro seu cabelo, garoto
- Ah, valeu...
- O meu já tá indo embora já. Chega a idade...aquela coisa né... - respondeu passando a mão na cabeça [ Ihhh, esse já tá mais pra lá do que pra cá... ]
- É verdade, hehehehehe
- Você bebe ? - me mostrando o copo de cerveja
- Não, ainda não...
- Isso aí garoto. Isso tudo é coisa ruim. Bom pra sua saúde [ que maluquinho esse cara... ]
- Já to indo já - avisei, mantendo bravamente o sorriso
- Ah tá...prazer te conhecer, garoto.
- Prazer também...Tchau! - Já se distanciando do balcão
- Ah! e não se esquece: Não se envolva com a bebida não, pra você não se estragar, tá?
- Tá bom, brigado! [To vendo o que pode acontecer comigo...]

Saí do bar e voltei para casa. Rindo.

12 janeiro 2006

Pensamentos entram sem pedir licença

boas são as noites que eu finco o corpo na cama e começo a pensar praticamente em tudo: Mulheres, amigos, conversas, desejos, o futuro, futebol, família, comida, etc. As vezes a coisa se transforma num pequeno sonho, e eu esqueço que estou ali na cama, deitado, prestes a dormir. São muito engraçados também esses momentos porque me dou conta de que o homem pensa muuuuiiiiiiiita besteira. E pior que são coisas que muitas pessoas (pricipalmente as mulheres) nunca iriam imaginar...Acho que isso tudo acontece com outras pessoas também, não sendo eu o único crucificado.

Bom, é só isso. As vezes saem esses posts bem pessoais...E a vida continua... a rotina continua...a vida na net continua...pessoas esperando no msn o retângulo lá de baixo ficar laranja e piscar...pessoas nas janelas pensando, com o vento batendo no rosto...pessoas pensando no que postar...pessoas querendo outras pessoas...etisétera.

Haicai - Paulo Leminsk

A estrela cadente
Me caiu ainda quente
Na palma da mão

Cortinas de seda
O vento entra
Sem pedir licença

09 janeiro 2006

Venho por meio desta frase informar que não voltarei mais a escrever neste blog.

05 janeiro 2006

Olhando passar

Há muito não posto, acho que mais de um mês, pensei muito nesse tempo. Pensei em não mais postar, afinal não tenho nada a dizer, pensei em criar algo incrível para postar, sendo que isso é quase impossível, pensei na vida, nas festas...

Bem, isso me leva ao meu objetivo principal neste post: eu só pensei! Não fiz nada! Não movi uma palha para obter algo realmente bom para expor aqui com minhas palavras, algo que pudesse contribuir de alguma forma para algum objetivo que eu não sei bem o que é...

Ao encontro desse meu pensamento, veio a mim, enquanto assistia ao Recorte Cultural, a frase proferida por Rodrigo Amarante, do Los Hermanos, que estavam sendo entrevistados pelo Michel Melamed, a frase é a seguinte: "A inspiração vem do trabalho".

Bem, é isso. Não vou me prolongar mais. Isso basta por hoje, e por algumas semanas.

Ciao.

04 janeiro 2006

Tudo é free...

A internet surgiu e logo depois dela surgiram milhares de pessoas que passaram a usar a internet para fins diversos. Foi crescendo e crescendo o número de usuários e muitos viciados vagabundos também ( no bom sentido...) e o compartilhamento de informações foi uma das coisas mais legais que surgiram e o que fez da rede um lugar maravilhoso e interminável.

Hoje, através de vários programas podemos baixar praticamente qualquer música, vídeo, documento, foto que outro usuário tenha no seu computador e que esteja disposto a compartilhar. Isso tudo é bom e ruim. Milhares de músicas de graça (êêêêê...) e vírus também (aaaaa...) infestam a net.

Eu acho que a "privatização" de alguns sites e conteúdos está crescendo bastante de alguns tempos pra cá. Com algumas empresas do nosso grande e caótico país isso pode ser ótimo, mas com a internet, nem tanto. A liberdade tão sonhada por todos no início pode acabar e as taxas podem aparecer...

Bom, lados bons e ruins...Se essa liberdade acabar um dia, realmente vou ficar chateado. mas até lá que aproveitemos bastante!

http://www.dyingdays.net/bandas.html
http://www.digitaldreamdoor.com/
http://www.tramavirtual.com.br
http://www.allmusic.com
http://www.discosgrunge.blogspot.com
http://www.encontromusical.com.br/cultura/Rock/historia_do_rock.htm
http://www.weezer.com

P.S.: Maracatu atômico muito foda! Viva o chico! Quando a nação zumbi chega todo mundo fica ouvindo...

02 janeiro 2006

Kick out the jams (cover MC5)


Mike McCready e Steve Turner


Mark Arm e Eddie Vedder

Pearl Jam pra recomeçar.

Oi. Vamos voltar um pouco no tempo. Era dia 4 de dezembro, um domingo atípico que pelo que a foto mostra e pelo que meu irmão falou, acho que não preciso acrescentar mais nada. O show foi simplesmente perfeito, quer dizer os shows, pois não devemos nos esquecer do Mudhoney. O show do Mudhoney começou com uma pauleira já de cara, se não me engano foi You got it (Keep it outta my face), e foi tocando grandes músicas, como Sweet ain't thing sweet no more, Touch me I'm sick, e outras boas músicas que agora não me recordo, até finalizar com 2 excelentess músicas: Hate the police e Mudride. No do Pearl Jam, eu não esperava que iria tocar músicas, como Go e Blood. Começar com Last exit e seguir com do the evolution foi realmente fantástico. Better man foi foda, a público cantando sozinho os primeiros versos com a ajuda de Vedder e cia.. A versão de Black foi de uma sensação simplesmente inexplicável, a melhor que eu já ouvi. Não preciso acrescentar mais nada. Os shows foram simplesmente perfeitos, e com certeza nunca esse assunto será considerado ultrapassado pelos que gostam de PJ e Mudhoney. Pois qualquer hora é hora de falar do show do Pearl Jam no Rio que teve abertura do grande Mudhoney. Valeu.