22 outubro 2005

Conto 3

2

Quando acordei, a penumbra já tinha dominado todo o ambiente. Esfreguei minha cara com as mãos e vi, pelo relógio que ficava na parede do quarto, que eram dez para as sete. Fui até a cozinha tomar um copo de água e voltei para a cama, após decidir que dormiria mais um pouco.

O “um pouco” durou bastante. Acordei com um raio de sol queimando o meu rosto. Dominava-me uma sensação de estar amassado e bem abatido. Levantei-me com grande esforço e procurei o caminho do banheiro. Após lavar o rosto durante um tempo considerável, vi que eram nove horas.

A missão a que estava destinado tinha sido marcada para as onze horas, de acordo com o homem misterioso em seu primeiro telefonema.

Concentrei-me, a partir daquele momento, em tudo o que tinha que fazer, repassando todos os passos da missão repetitivamente. Faltando uma hora para a ação, arrumei-me normalmente, igual a um dia de trabalho rotineiro. Saí de casa faltando dois quartos para as onze horas.

O clima estava bastante agradável, girava em torno de 20 a 25 °C e o sol não incomodava tanto como eu previra.

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