11 setembro 2005

Um sábado sozinho com meu irmão

Bem, em primeiro lugar queria agradecer aos elogios (somente um) e dizer que por isso vou me exceder um pouco, se ficar ruim me desculpem.

Pra começar vou pegar o gancho do Gustavo, que falou sobre a Luíza Sarmento. Ontem, eu assisti, não pela primeira vez, ao programa dela, Comentário Geral, e o assunto foi magia. Para quem não sabe o programa pega uma palavra e desenvolve alguns dos assuntos que podem estar relacionados com essa palavra, com a palavra de ontem, por exemplo, falou-se sobre a inquisição, o amor, um e-mail que é mandado para alguém com um programa que supostamente descobriria qual a carta que esse alguém escolhesse, foram recitados alguns trechos de poemas e frases... Resumidamente foi isso. O programa, além de ter a Luíza, um verdadeiro anjo como o Gustavo já disse, é muito bom. Aliás, a TVE, apesar de ser pública (o que não tem nada a ver), é uma emissora que proporciona, aos poucos que a assistem, uma ótima programação.

Antes do Comentário Geral, assisti, na mesma emissora, a um documentário chamado As Vilas Volantes, que, pelo que pude entender (não comecei a assistir do começo), falava sobre as pessoas de vilarejos, do Nordeste, provavelmente, que tinham que se mudar por causa do surgimento de dunas, que tomavam seus vilarejos. Foi fascinante, me fez pensar como nós das grandes cidades muitas vezes perdemos o melhor de nossas vidas, muitas vezes por causa do medo, seja da violência, ou mesmo de sermos felizes...
As histórias contadas por essas pessoas eram atraentes de um modo inexplicável, pelo menos para mim, talvez pelo seu jeito natural de contar, ou por outro motivo qualquer que, para falar a verdade, não tem a mínima importância. Falavam sobre as dunas que apareciam, depois sumiam, sobre as construções que não mais existiam e sobre seus donos, alguns dos quais já não estavam mais vivos, sobre suas vidas, enfim.
Que pena que as outras emissoras de TV aberta não tem uma programação tão boa assim.

Bem, depois disso tudo fui para a internet e pelo MSN o Gustavo me falou que o Natura tinha postado. Como eu já disse, acho que não é preciso falar muito sobre ele, o Natura sempre escreveu bem, não há mais a ser dito. Depois da internet fui para sala ver se tinha algum clipe bom passando na televisão, e fiquei acordado até amanhecer. Foi aí que esse fenômeno aparentemente banal, que ocorre todo dia, me fez pensar mais ainda. Pode parecer besteira, mas eu comecei a compará-lo com alguns momentos de nossas vidas, um em particular... Enquanto de um lado do céu há o que lembra a noite e de outro, o que lembra o dia, ainda não há nada definido, não é dia ou noite, não há luz intensa e tampouco, escuridão, há penumbra, algo que é e não é ao mesmo tempo. Mas logo o sol raiou e fez-se dia, quis olhá-lo até cegar completamente, talvez sua luz ainda tênue, em vez de me cegar, me fizesse despertar e acordar num daqueles vilarejos de As Vilas Volantes, mas o que me despertou foram os carros passando pela minha rua e então fui dormir para voltar ao sonho.

É isso. Até o próximo devaneio.

3 comentários:

Anônimo disse...

Check it out

With compliments....

Guaxinim Mestre disse...

o nome é Crepúsculo.... e o fundo do blog devia ser preto com as letras claras...meus olhos dóem de ler tanta coisa assim....

Anônimo disse...

pra mim magia, penumbra, e ciclos do dia no mesmo post fazem todo sentido... =)