Conto 1
Sei que um ambiente como um ônibus não é tão propício a presenciar uma cena tão notável e pitoresca, como a mesma me pareceu ser. Ainda mas porque não ocorre uma mínima demonstração de sentimentos dentro de um lugar tão público e rotineiro como esse. Mas há exceções. E eu fui ator principal de uma delas.
O pequeno trajeto que o veículo percorria não apresentava nada de especial ou notável aos olhos dos passageiros, já cansados pelo trabalho ou até pelo pensamento de ter de trabalhar no dia seguinte. Por isso mesmo meu cérebro estava voltado apenas para os pensamentos que nasciam constantemente sem aviso prévio durante toda a viagem.
Seja política, música, livros ou qualquer outro assunto. Todos me faziam, literalmente, entrar num momento de não-percepção do que acontecia à minha volta.
Senti apenas um movimento incomum perto de mim. Acordei do meu “sonho” já descrito e vi que uma criatura de olhos verdes tinha se acomodado do meu lado. Ela aparentava ter entre 15 e 16 primaveras, era um pouco baixa e tinha cabelos longos de um castanho meio disfarçado de negro.
Usava espécies de tintas no rosto que eu achava um tanto cômico, mas que a deixava mais bonita. Seu rosto possuía feições bem leves e por mais que estranho lhe pareça, ele me dava uma sensação de paz e tranqüilidade naquele momento.
Depois dessas percepções iniciais, iguais as que ocorrem quando você conhece alguém novo, veio-me a estranheza que estava tentando sair de dentro de mim antes. Percebi que havia muitos outros lugares vagos dentro do veículo e não via nenhum motivo cabível para aquela criatura se acomodar ao meu lado. Mas vamos concordar que o amor produz fatos sem muita explicação.
Com os solavancos do ônibus, sua perna encostava-se na minha em alguns momentos. Uma sensação estranha para mim, mas bem prazerosa. A mesma coisa acontecia com o ombro e o braço. Porém minha companheira de banco não parecia muito incomodada com isso e sim bastante tranqüila.
Depois descobri que todos esses fatos não ocorreram por acaso. Subitamente sua mão encostou-se na minha apertando-a com força. Na mesma hora olhei para a garota e ela também me dirigia o olhar. Foi um momento sublime. Eu perguntando com os olhos: ”Quem é você ? Porque fez isso? O que quer comigo?” e ela apenas me afagando com as suas delicadas mãos como que dizendo: “Calma, calma...” E um olhando para o outro, numa cena que parecia eterna.
Claro não foi eterna. Mas ficou bem guardada na minha memória até hoje. E ainda falta relatar o outro fato ocorrido que ajudou mais ainda para isso.
Depois daqueles segundos que pareceram horas, o ambiente já estava propício para o desfecho final: O beijo. E aconteceu como tinha que ser. Uma relação recíproca de afetividade e desejo, um momento onde as preocupações e pensamentos fúteis são deixados de lado e a única coisa que importa no mundo todo é a outra pessoa.
Confesso que durou menos tempo do que eu desejava. Mas foi magnífico. Nunca tinha feito isso antes. Foi uma coisa inesperada e, por isso, mais memorável ainda.
Depois desse orgasmo de emoções, é óbvio que eu não sabia o que dizer, fazer, pensar. Poucos minutos atrás estava calmo e taciturno num banco de um ônibus comum, e agora estava na porta do paraíso com um anjo de olhos verdes. Verdade que é estranho. Não sabia o nome dela, a idade certa, onde morava... Mas agora tenho a opinião formada de que ela tinha que estar ali comigo, naquela hora, mas ainda não descobri a razão.
Os acontecimentos seguintes não merecem, a meu ver, seu espaço nesta história, pois não tem importância semelhante aos outros já descritos.
Foram talvez a incerteza, ou a surpresa, a beleza própria dessa história que a transforme em um caso ímpar entre os que eu já tenha visto na minha vida. Mas essas características que eu rotulei para esse conto são de opinião única e independente de você, leitor!
Obs.: Não ligue para os erros de português...
O pequeno trajeto que o veículo percorria não apresentava nada de especial ou notável aos olhos dos passageiros, já cansados pelo trabalho ou até pelo pensamento de ter de trabalhar no dia seguinte. Por isso mesmo meu cérebro estava voltado apenas para os pensamentos que nasciam constantemente sem aviso prévio durante toda a viagem.
Seja política, música, livros ou qualquer outro assunto. Todos me faziam, literalmente, entrar num momento de não-percepção do que acontecia à minha volta.
Senti apenas um movimento incomum perto de mim. Acordei do meu “sonho” já descrito e vi que uma criatura de olhos verdes tinha se acomodado do meu lado. Ela aparentava ter entre 15 e 16 primaveras, era um pouco baixa e tinha cabelos longos de um castanho meio disfarçado de negro.
Usava espécies de tintas no rosto que eu achava um tanto cômico, mas que a deixava mais bonita. Seu rosto possuía feições bem leves e por mais que estranho lhe pareça, ele me dava uma sensação de paz e tranqüilidade naquele momento.
Depois dessas percepções iniciais, iguais as que ocorrem quando você conhece alguém novo, veio-me a estranheza que estava tentando sair de dentro de mim antes. Percebi que havia muitos outros lugares vagos dentro do veículo e não via nenhum motivo cabível para aquela criatura se acomodar ao meu lado. Mas vamos concordar que o amor produz fatos sem muita explicação.
Com os solavancos do ônibus, sua perna encostava-se na minha em alguns momentos. Uma sensação estranha para mim, mas bem prazerosa. A mesma coisa acontecia com o ombro e o braço. Porém minha companheira de banco não parecia muito incomodada com isso e sim bastante tranqüila.
Depois descobri que todos esses fatos não ocorreram por acaso. Subitamente sua mão encostou-se na minha apertando-a com força. Na mesma hora olhei para a garota e ela também me dirigia o olhar. Foi um momento sublime. Eu perguntando com os olhos: ”Quem é você ? Porque fez isso? O que quer comigo?” e ela apenas me afagando com as suas delicadas mãos como que dizendo: “Calma, calma...” E um olhando para o outro, numa cena que parecia eterna.
Claro não foi eterna. Mas ficou bem guardada na minha memória até hoje. E ainda falta relatar o outro fato ocorrido que ajudou mais ainda para isso.
Depois daqueles segundos que pareceram horas, o ambiente já estava propício para o desfecho final: O beijo. E aconteceu como tinha que ser. Uma relação recíproca de afetividade e desejo, um momento onde as preocupações e pensamentos fúteis são deixados de lado e a única coisa que importa no mundo todo é a outra pessoa.
Confesso que durou menos tempo do que eu desejava. Mas foi magnífico. Nunca tinha feito isso antes. Foi uma coisa inesperada e, por isso, mais memorável ainda.
Depois desse orgasmo de emoções, é óbvio que eu não sabia o que dizer, fazer, pensar. Poucos minutos atrás estava calmo e taciturno num banco de um ônibus comum, e agora estava na porta do paraíso com um anjo de olhos verdes. Verdade que é estranho. Não sabia o nome dela, a idade certa, onde morava... Mas agora tenho a opinião formada de que ela tinha que estar ali comigo, naquela hora, mas ainda não descobri a razão.
Os acontecimentos seguintes não merecem, a meu ver, seu espaço nesta história, pois não tem importância semelhante aos outros já descritos.
Foram talvez a incerteza, ou a surpresa, a beleza própria dessa história que a transforme em um caso ímpar entre os que eu já tenha visto na minha vida. Mas essas características que eu rotulei para esse conto são de opinião única e independente de você, leitor!
Obs.: Não ligue para os erros de português...


Um comentário:
só posso desejar q esse anjo volte a cruzar seu caminho, meu caro...
paz pra ti!
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