Tendências leopoldinenses
É tudo cinza aqui. Nos dá a sensação que não encontraremos nada realmente bonito se procurarmos. As calçadas esburacadas guiam tabalhadores até suas casas. Tudo é banhado de cimento. Desafiando alguns prédios, pequenas casas se enfileiram ao longo das ruas. São tão simples que parecem ter o unico objetivo de continuar existindo caladas durante muito tempo.
O povo daqui é amigável, hospitaleiro. Durante o fim da tarde e até no meio da madrugada, Mesas surgem nas calçadas. Uma churasqueira quase que no meio da rua, assando carne barata para um monte de gente tomando cerveja. Alguns velhos se reunem para um jogo de buraco, ignorando a mesa da praça. O ambiente é melhor ali, perto dos vizinhos e longe de confusão. Algumas mulheres vem para o portão só para olhar sabe-se o que. Talvez seja pra passar o tempo de uma vida medíocre. No verão, crianças enchem as ruas junto com pipas. Tem uma casa lá na esquina onde todo mundo compra...A padaria do seu josé também tem clientela grande. Á tarde tem pão da melhor qualidade pra todo mundo. No lanche, o pão do seu josé com manteiga e um pouco de café.
À noite, quase nenhum movimento nos arredores. Só se ouve o vento ou alguém passando voando com um chevette velho cuspindo sujeira pelo escapamento. Quando amanhece, a maioria vai trabalhar. Quem fica tem que aguentar os programas de fofoca na TV. Aqui até a violência parece não existir em alguns momentos. Não existe cidade grande, arranha-céu.
Apenas se espera serenamente pelo resto da vida.


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