09 dezembro 2008

Bigode Herzer

"Fiz de minha vida um enorme palco, sem atores para a peça em cartaz
Sem ninguém para aplaudir esse meu pranto que vai pingando e uma poça no palco se faz
Palco triste é esse meu mundo desabitado, solitário me apresento como astro
Astro que chora, ri e se curva a derrota. E derrotado, muito mais astro me faço.
Todo mundo reparou no meu olhar triste, mas todo mundo já estava cansado de ver isso
E todo mundo se esqueceu de minha estréia, pois todo mundo tinha um outro compromisso
Mas um dia meu palco escuro continuou e muita gente curiosa veio me ver
Viram no palco um corpo já estendido. Eram meus fãs que vieram para me ver morrer
Esta noite foi a noite em que virei astro. A multidão estava lá, atenta como eu queria
Suspirei eterna e vitoriosamente, pois ali o personagem nascia
E eu a todo mundo com minha solidão morria."
(Sandra Mara Herzer)

Poema de um livro que li há uns 5 anos, acho... A história do livro e de sua autora e os seus poemas são verdadeiramente emocionantes e tristemente reais...
Sandra Mara Herzer (Bigode)

2 comentários:

Anônimo disse...

Nem Suplicy salva

Anônimo disse...

Poemaa..onde todos podem refletir..para que possams dar valor as pessoas quando elas estão viva, pois quando morrem , não tem mais como!!
^^