23 janeiro 2007

Influências da geração beat...

Enconstei os pés na areia, caminhei pela praia até a pedra gigante que se entranhava mar adentro. Subi a pedra até o seu ponto máximo e lá de cima podia ver tudo, toda a faixa de areia até quando os prédios acabam com ela na ponta. Juntos com meus amigos vagabundos e estranhos, bebi alguns copos cheios de vinho e comi alguns sanduíches que tinha preparado rapidamente em casa, junto com uns goles furtivos da vodca do meu pai. A rapaziada todo já tinha estado ali na pedra(o grupo mudava a cada visita), onde o vento vindo do oceano batia em nossos rostos, refrescando nossas almas e mantendo a temperatura do vinho, que desce gostoso pela garganta vindo da sensação ótima do gosto dele na boca. Porra, como é bom ficar aqui apenas aproveitando o show que a natureza faz com as ondas do espelho azul gigante que é o mar e com o pôr-do-sol, que finaliza o dia em grande estilo, nos revigorando para a noite que chega. Saímos do extase do topo da pedra e continuamos andando, todos com os olhos atentos, procurando um grupo de mulheres relativamente bêbadas para aceitarem um grupo de vagabundos com cara de bandidos. Compramos mais algumas bebidas e fomos para a areia aproveitar o céu limpo cheio de estrelas e que oferecia para nós uma lua magnífica. Fizemos uma fogueira bem pequena e simples, um pouco ridícula. Mas ela brigou com o vento a noite toda e nos deu um pouco de calor para os nossos ossos. A fogueira chamava um pouco de atenção para quem estivesse perto. Quando a madrugada chegava, um velho chegou de pra perto nós e perguntou se alguém tinha um gole de cachaça pra ele, ja que estava comemorando 20 anos de divórcio. Falei que não, já tínhamos bebido tudo, mas que ele podia ficar com a gente aproveitando a fogueira e a lua. Ele aceitou e sentou perto de mim, eu logo ri de sua magreza e simplicidade. Seus olhos brilhavam de um jeito que eu nunca tinha visto em outra pessoa. Ele nos contou sobre sua vida, muito empolgado com a atenção que dávamos a ele. Um tempo depois ele parou, tomou um gole de vinho e perguntou (já totalmente bêbado) o que nós estávamos fazendo ali, sozinhos na areia e ainda com uma fogueira que não é coisa fácil de aparecer hoje em dia. Eu respondi que estávamos apenas aproveitando a natureza, a bebida e nossas conversas, como fazíamos quase sempre, apenas sendo felizes. É, a única perfeição da vida é a felicidade respondeu o velho, e olhou para as estrelas logo depois.

Obs.: texto mais ou menos verídico

Um comentário:

Anônimo disse...

Adoro textos mais ou menos verídicos, pq é no mais improvável que encontra-se o tal do verídico... hahahahahahahahah!
Belo blog!!! Sorrisos.