Dentro e fora de Matriz
Andar de ônibus é como tomar um tapa na cara da realidade. Ela entra por todas as várias janelas e portas enquanto viajamos sentados ou em pé espremidos ao nosso destino. Ela diz: está vendo como são as coisas? E mesmo assim não temos idéia de como as coisas são de verdade, se é que existe algo que seja verdade.
Parece que é impossível que as coisas sejam assim, desse modo tão indescritivelmente perverso, impiedoso. E ainda assim os que sofrem seguem fortes, ao menos de dia, enquanto as pessoas os olham, ou viram o rosto. A noite é escura e solitária. Sorriem e agradecem os centavos dados. Mas para que o dinheiro?
Não sabemos nada, nada!


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